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Correio da Manhã

Portugal
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“Mata pessoas como quem mata porcos” diz juiz que condenou homem a pena máxima

Francisco Moita apanha pena máxima pela morte de jovem de 22 anos à porta de um bar.
Patrícia Moura Pinto 21 de Maio de 2019 às 01:30
Francisco Moita, de 27 anos, condenado, em Vila Real, à pena máxima
Rui Lopes
Francisco Moita, de 27 anos, condenado, em Vila Real, à pena máxima
Rui Lopes
Francisco Moita, de 27 anos, condenado, em Vila Real, à pena máxima
Rui Lopes
Francisco Moita, de 27 anos, foi esta segunda-feira condenado a 25 anos de prisão pelo Tribunal de Vila Real, em cúmulo jurídico, por um crime de homicídio qualificado, três de homicídio na forma tentada, um de posse ilegal de arma e ainda dano agravado em viaturas.

O caso remonta à madrugada de 15 de abril de 2018, quando Francisco assassinou Rui Lopes, estudante de 22 anos que tentava apaziguar os ânimos numa rixa entre dois grupos à porta do bar Urban Life, em Valpaços.

Foi dada como provada a intenção de tirar a vida a Rui e aos outros dois homens que atingiu a tiro, um no braço e outro no pescoço. "Não os matou por sorte. Se as balas se tivessem desviado 10 centímetros, também os teria matado", referiu o juiz presidente.

"A ação do homicida é de matar pessoas como quem mata porcos. Como quem diz, comigo ninguém se mete", frisou, sublinhando que a atitude da vítima mortal, que chegou a desarmar o arguido, "foi nobre e tinha como intenção ajudá-lo a não cometer disparates. Só uma pessoa má consegue matar alguém que não lhe fez mal".

O tribunal não deu aceitação a alegadas atenuantes como a toxicodependência. "Não é pela adição de produtos químicos de que muita gente sofre que se anda por aí a matar pessoas sem motivo", disse o juiz.

Francisco, casado e com três filhos, tem de pagar 141 500 euros à família do estudante. Familiares e amigos do homicida juntaram-se à porta do tribunal e tiveram palavras de apoio.
Francisco Moita juiz Urban Life Tribunal de Vila Real Rui Lopes Valpaços
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