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Correio da Manhã

Portugal
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"Matou o amigo e foi ver televisão"

MP pediu 25 anos para jovem de 19. "Crime foi de crueldade sem limites", diz procuradora.
14 de Junho de 2013 às 01:00
Márcio Fresco assassinou Tiago com treze facadas e incendiou o jovem
Márcio Fresco assassinou Tiago com treze facadas e incendiou o jovem FOTO: DR

O arguido quis agredir até à morte o próprio amigo. Era o seu objetivo e conseguiu." As palavras da procuradora da República eram para Márcio Fresco, jovem, de 19 anos, que a 26 de fevereiro do ano passado torturou e assassinou Tiago Santos, menor de idade, de apenas 17 anos, em Odivelas. E acrescentou: "O crime foi de uma crueldade sem limites." E por isso pediu 25 anos de prisão durante as alegações finais, ontem de manhã, no Tribunal de Loures.

Tiago foi assassinado por Márcio Fresco. Mãe da vítima não consegue perdoar homicida

Recorde-se que Tiago levou treze facadas em várias partes do corpo que o fizeram cair ao chão. Depois, Márcio, com a ajuda de Diogo Antunes, de apenas 15 anos, ateou fogo às pernas da vítima. A morte chegava, depois, com o arremesso de vários tijolos na cabeça de Tiago. A magistrada considera que Márcio não mostrou qualquer arrependimento pelo crime. "Nunca mostrou arrependimento, pelo contrário, tentou sempre arranjar desculpas e escapatórias. Pior do que isso, o Márcio e o Diogo [este último colocado numa casa de correção], depois de deixarem o amigo ensanguentado e morto, foram para casa ver um jogo de futebol. Não há palavras para descrever isso."

Márcio Fresco está acusado de homicídio qualificado e arrisca a pena máxima em Portugal. Ontem, o jovem quis prestar declarações e uma vez mais disse que não premeditou o crime. "Nunca planeei nada. Quando fomos para os armazéns abandonados, eu só queria falar com ele."

Segundo a acusação do Ministério Público, Tiago Santos foi vítima de vingança. Dias antes, Joana, a namorada de Márcio, tinha sido assaltada e "relacionou o ataque com uma hipotética encomenda de Tiago para que ela terminasse o namoro com o arguido".

A leitura do acórdão está marcada para dia 3 de julho.

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