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Correio da Manhã

Portugal
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Milhafre atingido a tiro foi libertado

Ave de rapina esteve em recuperação no RIAS um mês.
Ana Palma 3 de Agosto de 2020 às 08:48
Ave foi libertada no Parque Natural da Ria Formosa por vigilantes da natureza
Técnicos do RIAS acompanharam a devolução do animal à natureza
Raio-X mostra os três locais onde a ave foi atingida pelos chumbos de cartucho
Ave foi libertada no Parque Natural da Ria Formosa por vigilantes da natureza
Técnicos do RIAS acompanharam a devolução do animal à natureza
Raio-X mostra os três locais onde a ave foi atingida pelos chumbos de cartucho
Ave foi libertada no Parque Natural da Ria Formosa por vigilantes da natureza
Técnicos do RIAS acompanharam a devolução do animal à natureza
Raio-X mostra os três locais onde a ave foi atingida pelos chumbos de cartucho
Um milhafre-preto que foi alvo de uma tentativa de abate a tiro, no início de julho, acabou por ser libertado depois de um processo de recuperação no Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens - RIAS, em Olhão.

De acordo com aquele centro, a ave de rapina "apresentava fraturas em ambos os cúbitos, correspondentes a dois dos três locais onde foi atingido por chumbos". Foi atingida por um disparo de caçadeira.

"Após o tratamento inicial que incluiu antibiótico, fluidos subcutâneos e colocação de ligaduras, o milhafre foi colocado numa das nossas câmaras de recuperação interiores para ser vigiado de perto", esclareceu o RIAS.

Algumas semanas mais tarde, "após ossificação correta das fraturas e retiradas as ligaduras", a ave de rapina foi transferida para uma instalação exterior, designada por ‘túnel’. Com 50 metros de comprimento, esta estrutura "permite a aves de grande porte treinar o voo e recuperar a forma física", esclareceu ainda o RIAS.

O milhafre, uma vez recuperado - o que demorou cerca de um mês - acabou por ser libertado por vigilantes do Parque Natural da Ria Formosa, em Olhão.

Esta espécie costuma migrar para Portugal em março para nidificar.
Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens Olhão RIAS crime lei e justiça ambiente polícia
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