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Correio da Manhã

Portugal
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Morte polémica de lusodescendente desaparecido em França leva justiça a abrir inquérito

Corpo de Steve Caniço, de 24 anos, retirado das águas de rio.
Miguel Curado 31 de Julho de 2019 às 01:30
Steve Maia Caniço, 24 anos, terá caído ao rio Loure em Nantes após uma carga policial durante um festival.
Steve Maia Caniço, 24 anos, terá caído ao rio Loure em Nantes após uma carga policial durante um festival.
Steve Maia Caniço, 24 anos, terá caído ao rio Loure em Nantes após uma carga policial durante um festival.
Steve Maia Caniço, 24 anos, terá caído ao rio Loure em Nantes após uma carga policial durante um festival.
Steve Maia Caniço, 24 anos, terá caído ao rio Loure em Nantes após uma carga policial durante um festival.
Steve Maia Caniço, 24 anos, terá caído ao rio Loure em Nantes após uma carga policial durante um festival.

O Ministério Público de Nantes, França, confirmou esta terça-feira que o cadáver retirado, em elevado estado de decomposição, das águas do rio Loire, é o de Steve Maia Caniço.

O luso-francês de 24 anos estava desaparecido desde 21 de junho, em sequência de uma intervenção policial ocorrida numa festa techno onde o jovem se encontrava, e que levou 14 participantes no festival a caírem à agua. Steve Caniço foi o único que não se salvou.

Este caso está, de resto, a causar enorme polémica em França. No último mês, sucederam-se as manifestações a pedirem a identificação e responsabilização de agentes da polícia de Nantes. A justiça francesa abriu um inquérito aos factos, que investiga um possível crime de homicídio involuntário.

A ação decorre em paralelo com a investigação que o Ministério do Interior está a realizar à ação das forças policiais de Nantes.

Existem imagens da intervenção policial que revelam terem sido usadas balas de borracha e gás lacrimogéneo contra os participantes no festival techno.

A descoberta do cadáver de Steve Maia Caniço levou mesmo o primeiro-ministro francês, Edouard Phillipe, e o ministro do Interior, Christophe Castaner, a realizarem ontem uma conferência de imprensa.

Os governantes revelaram que a conclusão preliminar do inquérito à ação das forças policiais não permite estabelecer qualquer ligação com a morte do luso-francês. O chefe do governo francês, no entanto, disse que as investigações vão prosseguir.

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