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Correio da Manhã

Portugal
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MP pede mais de 20 anos para ex-namoradas homicidas do Algarve

Defesa pede absolvição das jovens.
Ana Palma 13 de Abril de 2021 às 13:20
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MP pede mais de 20 anos para ex-namoradas homicidas do Algarve

O Ministério Público pediu esta manhã, no Tribunal de Portimão, um pena de prisão superior a 20 anos para Maria Malveiro, de 21 anos, e Mariana Fonseca, de 24, pelo homicídio e profanação de cadáver de Diogo Gonçalves, de 20, em Algoz, Silves, em março do ano passado. O MP entende que as ex-namoradas, atualmente presas em Tires, atuaram em co-autoria. "Não vislumbro grande diferenças entre a atuação das duas arguidas", sustentou, adiantando que a pena, em cúmulo jurídico, "se deverá aproximar da pena máxima".

Já a advogada que representa a família de Diogo exigiu a pena máxima para um crime "que não tem perdão".

Quanto à defesa de Maria Malveiro, invocou o princípio de "in dubio pro reo" para pedir a absolvição da arguida. Para Tânia Reis, o facto de as duas arguidas "terem ficado na mesma cela até há 3 meses prejudicou a defesa de Maria". Destacou as versões contraditórias das duas arguidas em sede de julgamento e frisou que ficaram por fazer muitas diligências de investigação. Posição semelhante adotou o advogado de Marinana Fonseca, João Grade dos Santos, que considerou que as confissões das arguidas – já de si cheias de contradições – não bastam para condenar ninguém. "Não há prova, a investigação foi insuficiente", sustentou, tendo pedido a absolvição de Mariana. Esta falou e negou os crimes. Maria manteve-dse em silêncio.

O homicídio ocorreu na casa onde Diogo vivia, em Algoz. Depois de ter sido drogado com medicamentos, foi asfixiado. As arguidas cortaram-lhe então o polegar e o indicador da mão direita para lhe desbloquearem o telemóvel e acederam às suas contas. Diogo, informático, tinha recebido 70 mil euros de indemnização por morte da mãe, atropelada. De acordo com o Ministério Público, após a morte o jovem foi  transportado para a garagem da casa onde as arguidas viviam, em Chinicato, Lagos, onde foi desmembrado. O tronco foi depois levado para Sagres, onde foi atirado do cimo de uma arriba. A cabeça e outras partes foram transportadas para o Pego do Inferno, em Tavira. 

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