Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
9

O juiz selecionado à quarta tentativa para a instrução: Saiba quem é Ivo Rosa, que decide se Sócrates vai a julgamento

Magistrado chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal em 2015 e terminou com a hegemonia de Carlos Alexandre, o 'superjuiz'.
Débora Carvalho e António Sérgio Azenha 9 de Abril de 2021 às 11:21
Juiz Ivo Rosa
Juiz Ivo Rosa FOTO: Lusa
Ivo Rosa é o juiz que vai decidir se José Sócrates, ex-primeiro-ministro, vai a julgamento, no âmbito do processo Operação Marquês. O magistrado madeirense foi selecionado à quarta tentativa, depois de o sorteio eletrónico ter dado três erros.

O sorteio de distribuição eletrónica do processo foi realizado nas instalações do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, perante a presença do juiz de instrução criminal Ivo Rosa, de uma advogada representante de Henrique Granadeiro, de vários jornalistas e de vários funcionários judiciais. Carlos Alexandre, o outro juiz de instrução criminal que acompanhou a Operação Marquês durante a fase de inquérito e a quem o processo poderia também ter sido distribuído, não esteve presente.

Sócrates não esteve no sorteio eletrónico. Sendo Ivo Rosa o juiz de instrução da Operação Marquês, o antigo primeiro-ministro terá ficado satisfeito com o resultado do sorteio eletrónico, dadas as críticas que fez ao juiz Carlos Alexandre durante a fase de investigação do processo.

Perfil
Natural da Madeira, Ivo Rosa nasceu a 17 de setembro de 1966. Formou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, e foi assessor jurídico da Câmara Municipal do Funchal. Aos 26 anos, rumou a Lisboa para se tornar juiz pelo Centro de Estudos Judiciários. Em 2006, trabalhou em Timor e alguns anos mais tarde na Guiné-Bissau.

Posteriormente, quando regressou a Portugal, tornou-se no juiz presidente das antigas Varas Criminais de Lisboa e, em 2015, chegou ao Tribunal Central de Instrução Criminal, terminando com a hegemonia de Carlos Alexandre no tribunal que apenas trata da instrução dos processos do DCIAP. Assinou o arquivamento de casos como TAP/Sonangol e anulou  perícias da Polícia Judiciária ou o estatuto de arguido de Manuel Pinho no caso das rendas da EDP.
Ver comentários