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Correio da Manhã

Portugal
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Ao minuto Atualizado às 18:46 | 15/04

Seis ou mais pessoas na noite da tragédia do Meco? Mãe de Carina diz que filha comprou comida para onze

Famílias dos seis jovens que morreram na praia do Meco, em 2013, reclamam indemnizações no valor global de 1,3 milhão de euros.
Sofia Garcia 15 de Abril de 2021 às 09:13
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Pais das vítimas do Meco
Os pais das vítimas da noite fatídica no Meco são ouvidos esta quinta-feira no tribunal de Setúbal. As audições começaram esta quarta-feira. 

Nesta última audição dos familiares das vítimas são ouvidos os pais de Pedro Negrão e a mãe de Carina Sanchez. 

As famílias dos seis jovens que morreram na praia do Meco, em 2013, reclamam indemnizações no valor global de 1,3 milhão de euros e pedem responsabilidades do que aconteceu naquela noite a João Gouveia e à Universidade Lusófona.
Ao minuto Atualizado a 15 de abr de 2021 | 18:46
12:53 | 15/04

"A minha filha era muito boa": Mãe de Carina emociona-se ao recordar a jovem

"Eu não dava um cêntimo à minha filha a não ser pagar a faculdade e o passe", diz a mãe de Carina. 

Carina trabalhava no estúdio de fotografia da universidade e aos fins-de-semana num restaurante ao lado do talho do pai. Foi sexta-feira para o Meco mas no sábado foi trabalhar para o restaurante a fazer os almoços e voltou. 

Mãe lembra que se a filha fosse viva tinha 30 anos. Era a filha do meio, tinha mais duas irmãs. 

Maria assunção emociona-se ao recordar a filha: "A minha filha era muito boa". "A faculdade sabe perfeitamente as horas que lhe pagavam no que trabalhava no laboratório de fotografia. A faculdade sabia de tudo. Lembro-me que duas professoras me agarraram no velório e me disseram: por ela ser tão boa é que estava no cargo que estava".


Questionado se Carina era responsável ou se costuma colocar-se em situações de risco a mãe responde que a filha era "muito responsável e cuidadosa".

12:27 | 15/04

Seis ou mais pessoas na noite da tragédia do Meco? Mãe de Carina diz que filha comprou comida para onze

A mãe de Carina Sanchez é a próxima familiar a ser ouvida no tribunal.

Carina, que tinha completado 23 anos em novembro, concorreu a Dux no ano anterior à morte mas ganhou o João Gouveia.

Sobre o fim de semana a mãe conta uma conversa com a jovem: "Lembro-me de ela dizer que ia para um fim de semana académico". "Carina, mas isso nunca mais acaba?", disse a mãe. A jovem respondeu, "mãe não te preocupes que este é o último ano e vou passar a pasta a outro"

"Eu tinha muita confiança nela por isso nunca procurei saber a fundo o que era um fim de semana académico", diz Maria Assunção Horta. 

Maria Assunção conta que a jovem partiu para o Meco à boleia de Pedro Negrão, onde também seguia João Gouveia. "Foram comprar comida. Isso sei", diz a mãe da jovem e acrescenta "foram ao talho do padrasto da Carina para comprar carne. Pediu ao padrasto para arranjar carne para 11 pessoas. Foi levantar a carne, disse que depois fazia contas com os colegas, o que nunca chegou a acontecer, claro".
11:15 | 15/04

"Ele era responsável nos estudos e por isso eu não intervinha nem questionava muito", diz pai de Pedro Negrão

O pai de Pedro Negrão é ouvido em tribunal por videoconferência porque vive me Inglaterra. 

"Nunca segui muito essa parte académica de praxes, etc. Nunca fui muito por isso só lhe dizia tem cuidado porque por vezes nessas situações há problemas", disse o pai da vítima. 

"Sabia que era representante do curso de gestão mas não sabia o que isso significava. Ele era responsável nos estudos e por isso eu não intervinha nem questionava muito", conclui.

"Na noite do acidente ele estava a falar com a mãe num silêncio profundo, numa casa com sete jovens e estava a falar em silêncio?! Achámos muito estranho", diz o pai da vítima.

Pedro negrão foi buscar João Gouveia à Lusófona para lhe dar boleia para o fim de semana mortal.
09:59 | 15/04

"Fiquei preocupada com o nervosismo dele" antes de ir para o Meco, diz mãe de Pedro Negrão

Maria de Fátima explica que sabia que ele ia para o Meco naquele fim de semana mas Pedro dó disse que era a nível da universidade.

Pedro foi trajado para o Meco. A mãe refere que ficou preocupada com o nervosismo do filho antes de sair de casa. 

"Às 19h47 e 47 segundos de sábado liguei para o meu filho porque estava preocupada com a maneira nervosa como o vi sair de casa. Numa situação normal eu nem ligaria mas eu fiquei cismada com o olhar dele. Ele atendeu logo e só respondia que estava tudo bem. Não ouvi barulho nenhum o que era estranho se estava supostamente com mais pessoas. Ele atendeu de imediato", explica Maria de Fátima.

Mãe de Pedro diz que não queria que o filho fosse para a Lusófona, mas sim para uma faculdade pública. No entanto Pedro queria mesmo a Lusófona e sugeriu que os pais pagassem a propina como se fosse uma pública e que ele completaria a mensalidade com o ordenado dele.
09:50 | 15/04

Mãe relembra que Pedro mudou de atitude quando entrou para a comissão de praxe

A mãe recorda que houve um fim de semana que Pedro estava tão cansado que chegou a casa vestiu o pijama e disse "não contem comigo para nada e não saiu de casa o fim de semana todo".

"Em fevereiro de 2013 até faltou ao aniversário da madrinha, pela primeira vez na vida, só para ir trajado com a comissão de praxe. Até fiquei muito chateada com ele e questionei porquê que ele não podia faltar às atividades da universidade. Não compreendia o porquê de algumas atitudes", refere a mãe de Pedro.

Maria de Fátima desabafa: "às vezes em refeições chamei-o à atenção por ele estar tão ausente porque já nem estudava para terminar as cadeiras do curso. Andava sempre de um lado para o outro com a comissão de praxe e não o via a estudar". 

Pedro trabalhava no BPI em part-time desde março de 2013 para pagar a universidade. Nos anos anteriores trabalhava num call center em part-time para pagar despesas.
09:42 | 15/04

"Em novembro começou a andar muito ansioso, muito nervoso", refere a mãe de Pedro

Sessão começa com a intervenção de Maria de Fátima Tito Negrão, mãe de Pedro Negrão, que frequentava o curso de Gestão de Empresas desde 2010. 

Pedro vivia com os pais em Lisboa e na altura da noite fatídica faltava-lhe uma cadeira para terminar o curso e aguardava o resultado de um exame que tinha feito em novembro.

A mãe conta que Pedro "esteve em Erasmus em Barcelona um semestre, até janeiro de 2013, por isso, esteve ausente de Lisboa. Quando voltou foi eleito representante do curso e começou a andar mais com a comissão de praxe. Em novembro começou a andar muito ansioso, muito nervoso".

"Até comentei com ele que não percebi o porquê de andar assim porque já estava a terminar o curso, só faltava uma cadeira e fazia um part-time", refere Maria de Fátima.
09:31 | 15/04
São ouvidos hoje, em tribunal, os pais de Pedro Negrão e a mãe de Carina Sanchez.

Pedro Tito negrão, 24 anos, foi o último corpo a ser resgatado do mar do Meco, a 27 de Dezembro de 2013, ou seja, 13 dias após a tragédia.
Meco Setúbal Santarém crime lei e justiça julgamentos
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