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Portugal em Situação de Alerta nos dias 21, 22 e 23

Risco de incêndio elevado no País com aumento das temperaturas.
Correio da Manhã 19 de Agosto de 2022 às 13:44
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Portugal vai entrar em Situação de Alerta no próximo domingo (dia 21) até terça-feira (dia 23), com nova reavaliação na próxima segunda-feira devido ao risco de incêndio e a previsão já anunciada do aumento das temperaturas, com os termómetros a subirem até aos 40 graus Celsius e o vento a rondas os 40km/hora. A atual situação de seca que o País atravessa, assim como a "massa florestal acumulada", foram também fatores sublinhados pelo Executivo para a tomada de decisão.

O ministro assinalou os "momentos absolutamente extraordinários" em termos de combate aos incêndios, com enfoque nas atuais circunstâncias meteorológicas e ambientais em Portugal.

Segundo o governante, este "é um período novo e exigente", embora tenha reconhecido que no domínio das temperaturas "não é tão exigente como foi o período de julho". Quanto à questão da seca severa e extrema e do vento, José Luís Carneiro defendeu que "exige uma manutenção da capacidade operacional que exige a mobilização de mais meios".

Confrontado com a responsabilidade pela atual situação dos incêndios em Portugal, José Luís Carneiro vincou só poder responder pela sua pasta, notando que "há matérias que não são de competência da Administração Interna", mas reiterou que "todos os meios de que o Estado dispõe foram colocados desde a primeira hora ao dispor das comunidades locais".

"O país tem conseguido salvaguardar as vidas humanas e o património edificado -- apesar destas circunstâncias absolutamente excecionais. Todos têm dado o seu melhor, desde os bombeiros que estão no terreno a combater em circunstâncias muito difíceis, até às comunidades locais, aos autarcas e ao país, enquanto Estado, que coloca ao serviço das comunidades os meios que são de todos nós", resumiu.

Questionado sobre as críticas de autarcas, entre as quais sobressaiu a declaração de calamidade para os territórios afetados pelas chamas, José Luís Carneiro remeteu as respostas para uma reunião na segunda-feira.

"Está prevista uma reunião que será presidida pela ministra Mariana Vieira da Silva, em que estarão os ministério da Administração Interna, Agricultura, Coesão, do Ambiente e da Segurança Social para ouvir o que há a dizer por parte dos autarcas para que a resposta possa ser estruturada em função das necessidades mais emergentes e, depois, necessidades de médio e longo prazo, que têm também de ter uma atuação metodologicamente preparada por parte do governo", concluiu.

Em declarações aos jornalistas e após a reunião com a Proteção Civil, o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, anunciou também o reforço no terreno com 25 patrulhas das Forças Armadas na vigilância.

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil poderá contratar até mais 500 operacionais para reforçar o dispositivo de combate aos incêndios. 

"A ANEPC fica com autorização para avançar com a contratação de mais 100 equipas de bombeiros, o que significa mais 500 homens, tendo em vista reforçar os meios humanos e permitir que esta reposição de meios mantenha o vigor e a eficácia que tem existido até agora", afirmou José Luís Carneiro, sublinhando que 90% dos incêndios têm sido debelados em 90 minutos.

O ministro realçou também a antecipação de pagamentos às corporações de bombeiros, num montante que ascende a mais de um milhão de euros.
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