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Correio da Manhã

Portugal
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Portugueses feridos em Timor

Seis professores portugueses ficaram feridos num acidente de viação ocorrido em Timor-Leste. Apenas uma professora sofreu ferimentos graves, mas todos os sinistrados estão fora de perigo.
30 de Abril de 2007 às 00:00
Portugueses feridos em Timor
Portugueses feridos em Timor FOTO: José Costa Santos
O acidente ocorreu pelas 3h00 (hora local, 19h00 de sábado em Portugal), quando os professores, que seguiam numa carrinha acompanhados por uma guia timorense, subiam ao monte Ramelau, a montanha mais alta de Timor-Leste, situada na região de Maubisse, para verem o nascer do sol. O acidente terá sido provocado por um aluimento de terras na estrada em que os portugueses seguiam, disse ao CM fonte da Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas.
O porta-voz da GNR, Costa Cabral, disse ao CM que o subagrupamento Bravo daquela força, estacionado em Timor-Leste, só foi alertado pela embaixada portuguesa para a situação pelas 12h30 (hora local).
Os feridos foram inicialmente socorridos por médicos cubanos que trabalham na região. Uma equipa de médicos do INEM, em serviço naquele país, foi deslocada ao local do acidente, num helicóptero das Nações Unidas. Os médicos portugueses foram escoltados por uma equipa de operações especiais da GNR, que levou equipamento de resgate em montanha.
Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades disse ao CM que houve dificuldade de acesso ao local do sinistro, por se tratar de uma “zona montanhosa e muito arborizada.”
Três dos feridos, aqueles em estado mais grave, chegaram a Díli pelas 16h00, sendo transportados ao Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli, onde chegaram 45 minutos depois. Foram depois assistidos por médicos da ONU e do INEM.
“Neste momento estão estáveis. Há uma vítima que tem um traumatismo toráxico de duas costelas, mas de baixa gravidade e outras duas têm traumatismo craniano ligeiro e estão em vigilância no hospital”, disse ontem à Lusa Dora Oliveira, médica do INEM em serviço em Timor-Leste.
De acordo com o embaixador de Portugal, João Ramos Pinto, os sinistrados são Ana Sousa, Joaquim Oliveira, Luís Ramos, Verónica Pais, João Silveira e Sara Moreira.
DOCENTES PODEM FICAR NO PAÍS
Fonte da Secretaria de Estado das Comunidades disse ao CM que os professores sinistrados estão em contacto regular com os seus familiares em Portugal.
Acrescentou que não foi estipulado o seu regresso a Portugal. “Isso fica ao critério deles. Quem quiser regressar pode fazê-lo, mas como não existem situações graves, isso agora depende apenas de quem quiser regressar.”
Os seis professores portugueses acidentados fazem parte de um grupo de 26 docentes que se encontra em Timor-Leste ao abrigo de um programa de cooperação promovido pela Fundação das Universidades Portuguesas (FUP) e pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), que visa dar resposta às necessidades consideradas prioritárias para o desenvolvimento do país. De acordo com Vítor Ambrósio, da Fundação das Universidades Portuguesas, já foi activado o seguro dos seis professores que foram internados no Hospital Nacional Guido Valadares, em Díli.
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