Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

Presidentes do Alto Minho ponderam ação judicial contra o Governo para abertura das fronteiras

São mais de seis mil os trabalhadores que diariamente tentam cruzar a fronteira em todos os pontos que ligam o Alto Minho à Galiza, em Espanha.
Correio da Manhã 4 de Fevereiro de 2021 às 20:03
Controlo de fronteiras terrestres
Controlo de fronteiras terrestres FOTO: Direitos Reservados

As filas de carros com mais de oito quilómetros para atravessar a fronteira portuguesa, em Valença, em ambos os sentidos, na segunda-feira, levaram os autarcas do Alto Minho e da Galiza a juntarem-se num protesto para exigir a abertura de mais fronteiras. Os condutores chegaram a esperar mais de duas horas para atravessar. A situação está a causar indignação junto dos autarcas que exigem ao Governo que abra as fronteiras com o controlo da GNR de um lado e da Guarda Civil do outro. O presidente da Câmara de Vila Nova de Cerveira e diretor do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (AECT) Rio Minho, Fernando Nogueira, exige ao Governo "respeito" pelos trabalhadores transfronteiriços alegando que "o executivo está a passar para os trabalhadores um custo que deve ser do Estado". Já o autarca de Valença, Manuel Lopes, em declarações ao Correio da Manhã, explica que os autarcas ponderam avançar uma ação judicial contra o Governo. Sustenta que entre os trabalhadores afetados estão médicos e enfermeiros que perdem horas no trânsito enquanto poderiam estar a ajudar doentes, inclusive com covid. "É-lhes retirado tempo de trabalho, de descanso e com a família", disse. O autarca vai mais longe e diz não entender que "se o objetivo é evitar aglomerações, com esta medida há mais pessoas juntas, já que acabam por sair do carro e juntar-se para falar".

A ponte nova de Valença é a única fronteira em que está autorizado o atravessamento durante 24 horas. Em Monção existe um ponto de passagem mas que apenas está disponível entre as 07h:00 e as 09hh00 e as 18hh00 às 20hh00 em dias úteis.

São mais de seis mil os trabalhadores transfronteiriços que diariamente tentam cruzar a fronteira em todos os pontos que ligam o Alto Minho à Galiza, em Espanha.

Ver comentários