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Correio da Manhã

Portugal

Proença de Carvalho suspeito de corrupção no âmbito da Operação Fizz

Procuradora do julgamento do caso avançou com pedido de extração de certidão.
27 de Maio de 2019 às 19:32
Daniel Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho e Carlos Silva
Daniel Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho e Carlos Silva
Daniel Proença de Carvalho
Daniel Proença de Carvalho
Proença de Carvalho e Carlos Silva
A procuradora que realizou o julgamento da Operação Fizz - que terminou com a condenação, entre outros, do procurador Orlando Figueira por corrupção - considerou que uma parte desta história ficou por contar durante a investigação, mas que o julgamento tratou de revelar mais pormenores.

Num despacho de 25 de maio, Leonor Machado pediu a extração de certidão de vários elementos do processo e o seu envio para o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Os alvos de uma eventual futura investigação são Carlos Silva, ex-presidente do Banco Privado Atlântico Europa (BPAE) e Daniel Proença de Carvalho, advogado. A magistrada do Ministério Público afirma estarem em causa eventuais crimes de corrupção ativa e falsidade de testemunho, avança a SÁBADO.

De acordo com o despacho da procuradora, Leonor Machado começa por recordar que já na "narrativa da acusação", foi Carlos Silva quem transmitiu a Manuel Vicente - antigo vice-presidente de Angola, suspeito de corrupção ativa, mas cujo processo foi enviado para a jurisdição angolana - a intenção de Orlando Figueira em ir trabalhar para aquele País. 

Porém, referiu a magistrada do Ministério Público, tal situação "não foi objeto de qualquer despacho prévio de arquivamento, por os indícios recolhidos não o justificarem".

Só que, continuou a procuradora, no decurso do julgamento "foi produzida prova testemunhal e documental que, conjugada com a prova já existente nos autos, demonstrada ainda que de forma indiciaria o envolvimento de Carlos Silva na elaboração dos contratos junto aos autos".

Isto é, os contratos de trabalho celebrados entre a sociedade Primagest e Orlando Figueira, que o tribunal deu como provado tratarem-se de meros expedientes formais para encobrir a corrupção.
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