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Correio da Manhã

Portugal

Quatro encapuzados limpam gasolineira

Quatro indivíduos encapuzados assaltaram, por volta das 03h00 de ontem, um posto de combustível da Cepsa situado em Vilar do Pinheiro, no concelho de Vila do Conde.
6 de Setembro de 2007 às 00:00
Ladrões levaram computador e ainda as cassetes de videovigilância da Cepsa de Vilar do Pinheiro
Ladrões levaram computador e ainda as cassetes de videovigilância da Cepsa de Vilar do Pinheiro FOTO: António Rilo
De caçadeira e pistola em punho, dois dos ladrões intimidaram o único funcionário presente na loja de conveniência, que perante a ameaça abriu a porta ao quarteto. Mal entraram no estabelecimento, os criminosos agrediram o empregado, roubaram-lhe 35 euros e um telemóvel, trancando-o, depois, na casa de banho, onde terá permanecido durante cerca de 20 minutos.
Já no interior da loja e sem qualquer oposição, os assaltantes procederam ao roubo da registadora e de três caixas de tabaco, de diversas marcas, estimadas em três mil euros. Mas isso não satisfez os ladrões que avançaram para o escritório da gasolineira, arrombando a porta e, posteriormente, o cofre do estabelecimento, recorrendo a um martelo pneumático.
Ao gerente do estabelecimento foi impossível fazer qualquer inventário ou estimar o valor do total roubado, até porque os ladrões levaram também o computador que continha toda a informação da gasolineira, assim como roubaram as cassetes de videovigilância.
O gang fugiu depois em direcção à Maia, num veículo BMW de cor cinzenta, onde se encontrava à espera mais um cúmplice. Já o funcionário de serviço teve que receber assistência médica no Hospital de Vila do Conde.
"EMPREGADOS JÁ ESCASSEIAM"
Face à recorrência de assaltos a gasolineiras, não era de grande espanto o sentimento entre Martinho Arantes, gerente da gasolineira ontem visada, e Alice Gomes, gerente de uma filial da Cepsa em Lavra, Matosinhos que já foi assaltada por oito vezes. Martinho Arantes preferiu não falar, pelo que foi Alice Gomes quem revelou a sua desolação por “mais um roubo, desta vez aqui, mas amanhã talvez noutro lado qualquer”, facto que leva a que “comecem a escassear os funcionários, que, cada vez mais, têm medo de trabalhar em gasolineiras”. Para a empresária, a solução passa por “maior policiamento, principalmente através de rondas periódicas pelas bombas de gasolina, de forma a, no mínimo, não deixar os ladrões tão descansados”.
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