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Correio da Manhã

Portugal
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"Estão a chegar para fazer m*rda": Gelson recorda ataque à Academia do Sporting

Ex-jogadores do clube leonino testemunharam esta sexta-feira no Tribunal de Monsanto.
Daniela Polónia 24 de Janeiro de 2020 às 09:35
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Rúben Ribeiro recorda ataque a Alcochete e conta que filho foi gozado e ameaçado na escola
Esta sexta-feira, prossegue o julgamento do ataque à academia de Alcochete, no Tribunal de Monsanto.

Serão ouvidos Rúben Ribeiro, ex-jogador do Sporting que está agora no Gil Vicente, e Gelson Martins, também ex-jogador do clube.

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16h20 - Terminou a sessão de julgamento.

15h53 - Miguel Fonseca, advogado de Bruno de Carvalho, questinou Gelson sobre ter recebido uma mensagem de um adepto e seu conhecido de que os agressores "estavam a chegar para fazer m*rda". 

Gelson só viu a mensagem depois das agressões. "Eu não tinha visto a mensagem antes. Eu dei o nome à polícia e o número de telefone. Eu não quero dar o nome da pessoa aqui. Já facultei os dados todos. Essa pessoa levou um colega meu à academia e ao ir embora viu os adeptos e mandou uma mensagem a avisar", acabando por revelar que o nome é Quaresma. 

15h52 - Sobre o arguido Domingos Monteiro, Gelson acrescentou, quando questionado por Sandra Martins, a advogada do arguido: "Estava um rapaz que estava à minha frente que não fez nada e disse-me na altura para que ficar ao pé dele que não me ia acontecer nada".

15h49 - 
Gelson reconhece um dos arguidos. Pelo nome, Domingos Monteiro, não o reconheceu, mas a juíza pediu ao arguido para se aproximar da câmara e o ex-jogador do Sporting assumiu que reconheceu. E explicou: "Ele é do bairro da minha namorada e esteve na festa da minha filha a convite dela".

15h47 -
"O presidente veio falar conosco sobre o que aconteceu na Madeira. Disse que os adeptos estavam chateados. Disse que Acuña fez mal em ter respondido à claque. As pessoas da claque estavam a perguntar as nossas moradas e matrículas dos carros", prosseguiu. Gelson recorda ainda que os atacantes entraram no balneário a gritar por Acuña, Batagllia, William e Patricio.

15h16 -
A Procuradora pergunta ao jogador se teve medo do que estava a acontecer apenas no ataque ou se continuou com medo depois.

"Claro que tive medo. Paralisei perante a situação. Não tive reação. Durante uns tempos tive medo. Não foi fácil", confessa Gelson admitindo que o ataque foi uma "situação difícil". "Ainda hoje sinto alguma dificuldade. Foi uma situação difícil para a minha família também. Nunca andava sozinho na rua. Tinha sempre receio de encontrar algum adepto e que acontecesse o mesmo", diz.

15h07 - O jogador recorda que foram ameaçados pelos agressores: "Não ganhem que vão ver".

Foi depois da ameaça que Gelson diz ter visto "uma tocha a ser lançada. Atingiu o preparador físico". O ex-jogador do clube referiu ainda as marcas de agressão que eram visíveis em Jorge Jesus e nos colegas de equipa. "O Jorge Jesus tinha a cara um bocado vermelha. O William levou uma chapada no peito. E o Patrício também foi agredido".

"Viu essas agressões ou contaram-lhe?, pergunta a Procuradora. Gelson responde: "contaram-me". 

14h57 - Gelson começa a ser ouvido em tribunal. O jogador começa por explicar que estava ao lado de Acuña quando tudo aconteceu. "Foi muito rápido. Entraram e começaram a bater em alguns jogadores". 

No seu depoimento Gelson conta que Acuña foi agredido "três ou quatro" vezes com "pontapés, socos e chapadas".

"Claro que tive medo quando entraram", admite referindo que era algo de que "não estava à espera".

11h24 -
Estão presentes 17 dos 44 arguidos no Tribunal de Monsanto.

10h42 -
Rúben Ribeiro relembra todo o drama familiar que enfrentou após o ataque. Um dos filhos terá sido ameaçado e gozado na escola, tendo acabado por pedir transferência para o Porto. A mulher tinha medo de sair à rua e achava que estava sempre a ser seguida. 

10h41 -
"Estava na sala com o Bruno de Carvalho e ninguém quis falar. Rui patrício ou o Jorge Jesus , nao me lembro, disseram-nos para não falarmos com o presidente. Não queríamos falar com ninguém porque estávamos bastante assustados. Não acreditávamos no que tinha acontecido", conta o jogador.

10h22 -
Rúben terá ouvido os agressores dizer: "Vamos embora que isto deu para o torto". "Eram bastante agressivos e com noção de que sabiam o que estavam a fazer", afirma.

10h17 -
"Também vi o Misci a ser agredido com um cinto. Na zona da cara. Estava no maximo três passos à minha frente. Depois levei um estalo de alguém. Não sei de quem foi. Fiquei sempre sentado. Deram me uma bofetada e continuaram a andar", afirma.

10h17
- "Estavam constantemente a dizer que nos iam matar. Se não ganhássemos no domingo, no final da Taça de Portugal, que íamos ver o que nos ia acontecer. A gritar que devíamos levar porrada. Que devíamos morrer", continua Rúben Ribeiro, acrescentando que também viu William de Carvalho a ser agredido.

10h10 - Rúben Ribeiro começa a ser ouvido. "Recordo perfeitamente que se dirigiram imediatamente ao Acuña. Vi o Acuña ser agredido por três ou quatro pessoas. Agredido na zona da cara, da cabeça. Levou socos", conta em tribunal. "Eu pensei que ia morrer. Foi um cenário de horror. Não tenho palavras. Nem quero tão pouco recordar esse momento", recorda.
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