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Correio da Manhã

Portugal
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Sexo com detida pode levar luso-descendente à prisão

O luso-descendente Florent Gonçalves, que era o director de uma cadeia feminina em Versalhes, começou a ser julgado esta quarta-feira nessa cidade francesa por ter aproveitado o seu cargo para oferecer dinheiro, cartões de telemóvel e tratamento preferencial a uma detida por quem se apaixonou perdidamente e com quem chegou a fazer sexo nas instalações prisionais. Arrisca-se agora a cumprir um ano de cadeia e a pagar uma multa de 15 mil euros.
15 de Fevereiro de 2012 às 17:24
Florent Gonçalves caiu em desgraça após ser denunciado por um guarda prisional
Florent Gonçalves caiu em desgraça após ser denunciado por um guarda prisional FOTO: Gonzalo Fuentes/Reuters

Florent Gonçalves, de 42 anos, caiu em desgraça quando um guarda prisional denunciou o seu 'affair' com Emma Arbabzadeh, jovem de 23 anos de origem iraniana que havia sido condenada a uma pena de nove anos por ter levado um comerciante judeu ao encontro de um bando racista que o assassinou após três semanas de torturas.

Emma era menor em Janeiro de 2006, quando foi cúmplice do homicídio, o que não impediu a sua condenação a uma pena pesada devido ao seu papel de 'isco' de potenciais vítimas para o grupo de criminosos, autodenominado 'Os Bárbaros'.

A jovem já saiu em liberdade condicional, mas juntou-se esta quarta-feira a Florent Gonçalves no Tribunal de Versalhes, podendo recordar como o luso-descendente lhe enviou cartas de amor e presentes em 2009 e 2010. O processo está relacionado com esta correspondência ilícita e com o favorecimento da detida, mas não com as relações sexuais, que tiveram lugar no seu gabinete e na sala de informática da prisão feminina de Versailles.

O advogado de defesa de Florent Gonçalves, Pascal Garbarini, desvalorizou as acusações, dizendo que "na verdade isto não passa de uma história de amor, mesmo que seja uma história de amor invulgar".

Por seu lado, Emma Arbabzadeh responde em tribunal pela receptação de artigos roubados, muito embora o seu advogado garanta que só chegaram às suas mãos dois cartões de telemóvel. "Há milhares de telemóveis nas cadeias francesas", referiu Dominique Attias.

Emma Arbabzadeh era menor de idade quando foi condenada pelo seu envolvimento no homicídio de um comerciante judeu.

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