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Correio da Manhã

Portugal
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Suspeito de ter morto companheiro em silêncio

O homem suspeito de ter matado o seu companheiro em abril do ano passado em Carriço, Pombal, remeteu-se esta terça-feira ao silêncio na primeira sessão do julgamento, que começou no Tribunal Judicial de Pombal.

2 de Fevereiro de 2010 às 13:15
Presidente da câmara assassinado no Brasil
Presidente da câmara assassinado no Brasil FOTO: DR

Paulo F., de 43 anos, que está acusado dos crimes de homicídio qualificado e detenção de arma proibida, disse, segundo a agência Lusa, não pretender prestar declarações quando questionado pela presidente do tribunal coletivo, Maria João Velez.         

Segundo o Ministério Público (MP), o arguido vivia há cerca de oito meses em união de facto com a vítima, que tinha um filho menor.         

Na sequência de ter sido suscitada a alteração do regime de visitas do menor ao pai, "por motivos relacionados com a coabitação do ofendido e arguido", e após uma conferência de pais, a vítima ficou convicta de que "a sua convivência com o filho era incompatível com a permanência do arguido na sua residência", pelo que decidiu que o suspeito teria de sair da habitação.        

"Não aceitando tal decisão, revoltado, o arguido decidiu tirar a vida  ao seu companheiro", refere o despacho de acusação, acrescentando que no dia 21 de abril, depois de se munir de uma arma, o suspeito, também com  um filho menor, esperou o ofendido, de 37 anos, pelas 00:20, na garagem  de casa, com as luzes apagadas.         

Após confrontar a vítima, Paulo F. efetuou "um disparo com a arma, a curta distância", que a atingiu na mão esquerda. De seguida, colocou-lhe fita adesiva na boca e transportou-a para o quintal atrás da habitação, onde lhe encostou a arma à cabeça e fez um segundo  disparo.         

De acordo com o MP, o suspeito, detido preventivamente, de seguida "encenou um cenário compatível com um assalto", atando as mãos da vítima atrás das costas com um cordel, e abandonou-a, dirigindo-se a um pinhal nas imediações onde escondeu a arma.         

Esta terça-feira de manhã testemunharam a ex-mulher da vítima e mãe do filho de ambos, Sandra Dias, um perito médico-legal e quatro inspetores da Polícia Judiciária (PJ). 

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