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Correio da Manhã

Portugal

Três bombeiros feridos no incêndio na Covilhã. Helicóptero aterra de emergência e fica inoperacional

"Felizmente não há registo de vítimas mortais, nem feridos graves até ao momento", disse António Ribeiro.
Alexandre Salgueiro e Lusa 9 de Agosto de 2022 às 20:22
Incêndio Covilhã
Incêndio Covilhã FOTO: LUSA_EPA
Três bombeiros e um sapador florestal sofreram esta terça-feira ferimentos ligeiros quando combatiam o incêndio que deflagrou no sábado na localidade de Garrocho, no concelho da Covilhã, disse o comandante Operacional Regional do Centro.

Ainda durante a tarde desta terça-feira, um helicóptero perdeu a cauda durante a aterragem e foi inoperacional. Foi obrigado a fazer uma aterragem de emergência. Segundo apurou o CM, não há feridos a resgistar. 

No Helicóptero Ligeiro de combate a incêndios rurais seguiam 6 pessoas, sendo um piloto e cinco militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro. Nenhum dos tripulantes ficou ferido.

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O alerta foi dado pelas 19h00. O helicóptero sofreu danos materiais significativos, tendo-se partido a cauda. O Operador do helicóptero acidentado já garantiu a sua substituição por outro helicóptero da mesma tipologia durante a manhã do dia 10 de agosto", informa comunicado da Proteção Civil.

"Felizmente não há registo de vítimas mortais, nem feridos graves até ao momento, nem [problemas em] bens patrimoniais a registar. Não houve qualquer habitação afetada. Isso é motivo de regozijo. Tivemos quatro feridos ligeiros, três bombeiros e um sapador florestal", afirmou António Ribeiro.

O responsável falava durante uma conferência de imprensa, realizada na Junta de Freguesia do Teixoso (Covilhã), sobre o incêndio que lavra desde sábado.

A estrada municipal 501 (Teixoso-Verdelhos-Vale de Amoreira) está interdita ao trânsito civil. A estrada pode ser reaberta nas próximas horas, mas neste momento ninguém pode entrar ou sair de Verdelhos.

Na conferência de imprensa, o comandante Operacional Regional do Centro salientou que, neste momento, existe "uma situação muito grave" no concelho de Manteigas.

"A situação que mais nos preocupa é a frente de fogo no concelho de Manteigas. Há duas frentes ativas, uma no concelho da Covilhã e outra no concelho de Manteigas", sublinhou, admitindo que espera "uma noite difícil" e de muito trabalho e adiantando que vai haver um reforço de 10 grupos de operacionais, com cerca de 300 homens.

"Não vai ser fácil. Vamos ter uma noite de trabalho muito laboriosa. A noite tem sido favorável ao combate, com baixa de vento e de temperatura. Contamos, não digo dominar o incêndio esta noite, mas iremos fazer os possíveis para executar o máximo de trabalho possível na frente de fogo", sustentou, dizendo esperar que "amanhã [quarta-feira], durante o dia, as condições meteorológicas sejam mais favoráveis".

Já o presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, salientou que o incêndio surgiu num contexto com condições meteorológicas singulares.

"No distrito de Castelo Branco ocorreram desde janeiro 225 incêndios. Vejam bem que só em julho ocorreram 99. Mais de 40% dos incêndios que ocorreram durante estes sete meses, cerca de metade ocorreram apenas e só no mês de julho", afirmou.

Vítor Pereira realçou que estes números dizem bem das condições dos operacionais para combater as chamas no terreno, salvaguardar os bens e proteger as populações.

Sobre o incêndio propriamente dito, o autarca reconheceu que se está a perder um património (a floresta) do ponto de vista ecológico e ambiental.

Por seu turno, o presidente da Câmara de Manteigas, Flávio Massano, realçou que tem "total confiança na Proteção Civil, nos bombeiros, na GNR e em todas as entidades que estão a lutar contra o incêndio".

"Sabemos que estamos perante condições adversas e as falhas podem ocorrer. A situação é grave", salientou.

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