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Correio da Manhã

Portugal
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Triplo homicida de Vila Fria mantém silêncio sobre mais duas mortes no Tribunal do Porto

Arguido matou mais duas pessoas numa saída precária da cadeia.
Lusa 28 de Outubro de 2021 às 11:20
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Triplo homicida de Vila Fria mantém silêncio sobre mais duas mortes no Tribunal do Porto
O presidiário conhecido por "triplo homicida de Vila Fria" nada disse esta quinta-feira ao tribunal do Porto sobre uma nova acusação por mais duas mortes durante uma saída precária da cadeia, remetendo eventuais declarações para mais tarde.

Rui Mesquita Amorim fez depender eventuais declarações de uma possível conversa com o advogado que escolheu.

O causídico em causa não compareceu hoje em tribunal, como já tinha feito na quarta-feira, levando a que o início do julgamento fosse então adiado por 24 horas e com o arguido a ser representado por uma advogada oficiosa.

O arguido está a ser julgado por um tribunal de júri (três juízes profissionais e quatro jurados) na Instância Central Criminal do Porto, na sequência de um requerimento do Ministério Público.

Em causa estão dois crimes de homicídio qualificado e outros tantos de profanação de cadáver, segundo um despacho de acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.

Rui Mesquita Amorim terá consumado os dois homicídios por que é acusado em julho de 2018, concluiu uma investigação policial "de muito elevada complexidade", que deu origem à acusação do DIAP.

"Aproveitou uma saída precária de cinco dias para cometer os homicídios dos dois indivíduos, seus conhecidos do ambiente prisional", relatou a Polícia Judiciária (PJ) no termo investigação, dois anos após os factos.

A meio da manhã, um inspetor-chefe da PJ ligado à investigação começou a explicar detalhes do caso ao tribunal de júri.

Os crimes foram cometidos na Póvoa de Varzim e Vila do Conde, distrito do Porto, e a PJ concluiu que a segunda vítima foi morta "por conhecer as circunstâncias do desaparecimento e morte da primeira".

O que desencadeou toda a investigação foi a notícia do desaparecimento de um membro do chamado "Gangue de Valbom" (Gondomar), Fernando Trico, que em 2006 e 2007 assaltou dezenas de ourivesarias e farmácias e que Rui Amorim conhecera na cadeia de Coimbra.

Entre outros crimes por que já foi condenado, Rui Amorim protagonizou em 1995 o massacre de Vila Fria, em Viana do Castelo, matando à facada um tio, uma tia e um sobrinho.

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