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Correio da Manhã

Sociedade

Mau tempo de inverno chega na primavera

Chuva vai continuar, pelo menos até ao próximo dia 10. Maior intensidade nas regiões do Centro e Sul.
João Saramago 22 de Março de 2022 às 01:51
Faro viu ruas transformadas em ‘rios’, devido à chuva forte, no domingo
Trabalhos de reparação da estrada danificada foram realizados ontem
Limpeza no Bairro Piscatório
Faro viu ruas transformadas em ‘rios’, devido à chuva forte, no domingo
Trabalhos de reparação da estrada danificada foram realizados ontem
Limpeza no Bairro Piscatório
Faro viu ruas transformadas em ‘rios’, devido à chuva forte, no domingo
Trabalhos de reparação da estrada danificada foram realizados ontem
Limpeza no Bairro Piscatório
A primavera chegou com chuva e, até dez de abril, a tendência é de precipitação acima dos valores habituais para a época do ano, em particular nas regiões Centro e Sul. A Previsão a Longo Prazo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) levanta a possibilidade de se assistir a um recuo na percentagem do território do continente em seca, a exemplo do que aconteceu na primeira quinzena deste mês. A confirmar-se, o Minho (onde já é considerada “fraca”) poderá mesmo vir a deixar de estar nesta situação.

Segundo o IPMA, deverá chover mais do que o costume a sul do sistema montanhoso de Montejunto-Estrela, até ao final desta semana. Podem cair até 60 litros por metro quadrado acima do que é hábito - é, sensivelmente, o dobro do que choveu em Setúbal (28,6 litros), no último domingo. Só na sexta-feira e no sábado haverá uma ligeira melhoria do estado do tempo. E o mau tempo regressa logo depois.

A tendência mantém-se no início de abril. “A probabilidade da precipitação total semanal ser superior ao normal situa-se entre 40 e 60%.”

Os dados já disponíveis para o período entre os próximos dias 4 a 10 apontam para uma “anomalia positiva” nos distritos de Viana do Castelo, Braga e Aveiro, na ordem dos dez litros por metro quadrado - é esta a quantidade de água que deverá, assim, cair a mais em relação ao que é normal. Em sentido inverso, nos concelhos de Castro Verde e Almodôvar cairão menos dez litros do que habitualmente.

Entre 11 e 17 de abril, “não é possível identificar a existência de sinal estatisticamente significativo”, sublinha o IPMA.

Portugal enfrenta a pior seca desde 1931, ano que marcou o início de registos regulares. Desde e até ao dia 15 deste mês, choveu 277,8 litros por metro quadrado, o que corresponde a 44 % do valor normal.

Mudança de hora traz riscos
No próximo domingo , a hora muda: à 01h00 os relógios devem ser adiantados para as 02h00. A mudança resulta em menos 60 minutos de sono, o que, segundo a neurologista Teresa Paiva, tem efeitos negativos. “Implica um maior afastamento entre a hora solar e a hora legal, o que tem consequências na saúde. Representa uma maior probabilidade de risco de cancro”, sublinhou a especialista na área da investigação e tratamento do sono.

Teresa Paiva destacou ainda ao CM o facto de a redução do tempo de descanso aumentar o risco de sofrer um acidente rodoviário ou de trabalho, e o agravamento de sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Defensora da manutenção da hora de inverno, a médica considera que a mudança é desnecessária. “O argumento da poupança de energia é contestado por movimentos criados na sociedade”, notou a neurologista. Uma pessoa demora entre três e cinco dias para se refazer da alteração, disse. 


Fechar a torneira uma hora
A ação ‘H2OFF – Hora de fechar a torneira’ apela aos consumidores para que esta terça-feira, às 22h00, não gastem água por uma hora.

ONU lembra aquíferos
A Organização das Nações Unidas (ONU) dedica este ano às “águas subterrâneas”.

Zero alerta para nitratos
A Associação Zero alerta que a presença de nitratos de origem agrícola são preocupantes.

Água subterrânea
A água subterrânea é 74% da água que é consumida no continente: 84% é para irrigação.

Barlavento algarvio e lima em nível crítico
Os dados referentes aos volumes de armazenamento das albufeiras indicam que as situações mais críticas são nas barragens do rio Lima (Minho) e no Barlavento Algarvio.

Parte de estrada abate após chuva forte em Faro
Uma estrada no centro de Faro abateu parcialmente depois das chuvas fortes do passado domingo. Esta segunda-feira de manhã, vários trabalhadores da empresa municipal Fagar estiveram a realizar trabalhos de reparação. O local foi vedado pela Proteção Civil. 

Espinho remove areia e rochas
Funcionários da Junta de Freguesia de Silvalde, no concelho de Espinho, removeram esta segunda-feira as areias e as rochas depositadas pelo galgamento do mar, na madrugada de sábado, na esplanada junto ao Bairro Piscatório. A água chegou perto das habitações.
Centro e Sul Minho IPMA Instituto Português do Mar e da Atmosfera Teresa Paiva Teresa Paiva ONU meteorologia
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