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Sociedade
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Pandemia da Covid-19 resultou em redução histórica na emissão de CO2

Em 2020, as emissões de dióxido de carbono registaram numa diminuição de 5%, em relação a 2019.
Correio da Manhã 29 de Março de 2021 às 14:24
dióxido de carbono
dióxido de carbono FOTO: Getty Images

O ano de 2020 ficou marcado por uma das maiores epidemias de que há memória e que, até agora, tem assolado o Mundo inteiro. Ora, certo é que as restrições impostas pelos governos em todo o globo resultaram na redução das emissões de gases com efeito de estufa para a atmosfera como há muito não se verificava.

No ano passado, as emissões resultaram numa diminuição de 5% comparativamente a 2019. Fenómeno que não se verificava há décadas. A razão é óbvia: a Covid-19 obrigou as pessoas a adotarem o confinamento, um travão às atividades diárias. Os setores dos transportes, da indústria e da eletricidade sofreram graves crises de circulação e de produção, o que resultou numa quebra de emissões de CO2 para a atmosfera.

Aliás, um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), revela que no auge do confinamento, a nível mundial, a redução das emissões chegou a 17% quando comparada a 2019.

O pico da redução aconteceu em março, aquando do decreto de pandemia de Covid-19 pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Contudo, a partir de maio e até outubro, verificou-se uma nova recuperação das emissões de carbono para o ambiente, resultado do levantamento de restrições em muitos países, com o objetivo de relançar a economia.

No último trimestre do ano de 2020, o relatório da OMS dá conta de que os níveis de CO2 na atmosfera registaram níveis "normais". A cada ano, as emissões anuais de CO2 resultantes de energias fósseis evoluem cada vez mais. Na década de 50 do século XX, o crescimento foi abrupto.

Mas há um fenómeno que se torna curioso quando se verificam quebras na evolução crescente das emissões de gases com efeito de estufa. Desde o inicio do século XX, o mundo assistiu à influência de graves crises económicas e sociais, como a Grande Depressão de 1929, a Segunda Guerra Mundial, em 1940, as Crise do Petróleo de 1973 e 1979, a crise financeira de 2008. Acontece que na retoma das atividades económicas imediatamente a seguir a esses conflitos, a evolução da produção de CO2 foi súbita. Uma tendência esperada no final da pandemia por Covid-19.

Assim, a ONU não acredita que este seja o início de uma atitude dos países no esforço ao cumprimento do Acordo de Paris, que prevê a redução de emissão de gases com efeito de estufa, a fim de conter o aquecimento global abaixo de dois graus.

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