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Correio da Manhã

Sociedade
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Andor de 400 quilos da Senhora da Piedade regressa em procissão à Serra da Lousã

Imagem da Senhora da Piedade da Lousã vai ser carregada por oito homens às 10h00 deste domingo entre a capela votiva e a igreja matriz da vila.
Lusa 28 de Maio de 2022 às 18:34
Andor Nossa Senhora da Piedade
Andor Nossa Senhora da Piedade FOTO: DR/Facebook
A imagem da Senhora da Piedade da Lousã, cujo andor pesa 400 quilos, regressa no domingo à ermida numa procissão tradicional que percorre uma distância de quase três quilómetros em plena serra.

Os festejos em honra da padroeira da Lousã, que habitualmente envolvem milhares de pessoas ao longo de quatro semanas, começaram no dia 1 com o desfile em que a representação escultórica é carregada por oito homens entre a capela votiva, na Serra da Lousã, e a igreja matriz da vila.

Para conduzir o pesado andor da Senhora da Piedade chegam a existir disputas entre os pagadores de promessas, tendo nos últimos anos havido também algumas mulheres a ansiar esse 'sacrifício', segundo a organização.

Organizadas desde tempos imemoriais neste concelho do distrito de Coimbra, com programa religioso e profano, as festas atraem devotos da região e de outros pontos do país, oscilando no calendário em função das celebrações da Quinta-Feira de Ascensão.

Esta é uma festa móvel que no passado era feriado religioso, coincidindo com o Dia da Espiga, assinalado na quinta-feira pelas comunidades rurais de norte a sul de Portugal continental, mas também nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

As honrarias populares da Senhora da Piedade realizam-se há centenas de anos, pelo menos desde o século XVI, quando foi erguida uma pequena capela, num sítio onde já era evocado São João, junto à ribeira com este nome, uma linha de água proveniente da montanha que, ao atingir a planície, ganha o estatuto de rio Arouce, afluente do Ceira, que por sua vez desagua no Mondego às portas de Coimbra.

A Irmandade de Nossa Senhora da Piedade, que cuida do santuário, junto ao castelo medieval do lendário rei Arunce e das piscinas fluviais, retomou este ano as celebrações, interrompidas em 2020 e 2021 devido à pandemia de covid-19.

Entre concertos e outras iniciativas, a edição deste ano incluiu mais duas procissões na vila, nos dias 22 e 26, devendo terminar com o desfile a subir a serra, entre a igreja matriz e o penhasco sagrado, que está integrado no mais importante conjunto natural, histórico e turístico do concelho da Lousã.

Com início às 10h00, na praça Cândido dos Reis, a procissão de domingo é sempre a mais concorrida e imponente, incorporando "muitas centenas de pessoas" até chegar ao destino, cerca das 12h30, seguindo depois para a capela de São João.

Aqui, deverá permanecer alguns dias, antes de ser levada para o pequeno templo no topo do promontório rodeado pela ribeira.

Desta vez, a procissão ascendente conta com a participação das bandas filarmónicas da Lousã, São Romão (Seia) e Vila Nova do Ceira (Góis).

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