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Correio da Manhã

Sociedade
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Assembleia Municipal de Lisboa recomenda videovigilância no Campo Grande

Documento foi apreciado no âmbito da discussão da petição "Por uma Universidade Segura", que reclama "clima de insegurança" no local.
Lusa 13 de Abril de 2021 às 23:26
O atropelamento ocorreu na sexta-feira à tarde, no Campo Grande, em Lisboa
O atropelamento ocorreu na sexta-feira à tarde, no Campo Grande, em Lisboa FOTO: Filipa Couto
A Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou esta terça-feira uma recomendação que solicita à autarquia a instalação de um sistema de videovigilância na zona do Campo Grande, que complemente as câmaras previstas para a Cidade Universitária.

Esta recomendação da Comissão de Mobilidade (8ª), apreciada na sessão plenária da AML, teve os votos a favor do PS, PSD, CDS-PP, MPT, PPM, sete eleitos independentes, a abstenção do PAN e os votos contra do PCP, BE, PEV e quatro deputados independentes.

O documento foi apreciado no âmbito da discussão da petição "Por uma Universidade Segura", submetida à AML pela Associação Académica da Universidade de Lisboa, no ano passado, que manifesta apreensão pelo "clima de insegurança" sentido nos 'campus' da Ajuda e da Cidade Universitária da Universidade de Lisboa (UL).

Os 563 peticionários solicitam a instalação de um sistema de videovigilância nos campus da UL, reforço da iluminação pública e mais policiamento, de forma a diminuir "a probabilidade da ocorrência de atos criminosos".

A 8.ª Comissão Permanente quer que a Câmara de Lisboa, presidida por Fernando Medina (PS), "diligencie para que, com celeridade, seja viabilizado e implementado um sistema de videovigilância na zona do Campo Grande, dando continuidade à rede de videovigilância a instalar no 'campus' da Cidade Universitária".

Intervindo na sessão, o vereador da Mobilidade e Segurança da autarquia, Miguel Gaspar (PS), recordou que "compete à PSP" definir as zonas em que a videovigilância "faz falta", ressalvando, porém, que concorda com a implementação desse sistema naquela zona.

Já os restantes pontos foram aprovados por unanimidade, entres os quais o "reforço da iluminação pública nas zonas dos 'campus' identificadas pelos peticionários e pelo reitor da Universidade de Lisboa", assim como do policiamento de proximidade na Cidade Universitária.

Os deputados municipais solicitam, igualmente, que o município "equacione, em conjunto com a Carris, a possibilidade de criação de uma carreira de autocarros que circule internamente nos 'campus' universitários e que estabeleçam a ligação entre os vários 'campus' de Lisboa".

A AML pede ainda que seja dado conhecimento aos peticionários e aos deputados municipais sobre a evolução do processo de implementação do sistema de videovigilância e do reforço de iluminação pública.

Ouvido pela 8.ª Comissão Permanente a propósito da petição, em 03 de fevereiro, o reitor da Universidade de Lisboa, António Cruz Serra, revelou que a instituição elaborou, em conjunto com a PSP, um sistema de videovigilância composto por 15 câmaras, no 'campus' da Cidade Universitária, que aguarda autorização do Governo.

"Nós estamos há quase um ano à espera da decisão da possibilidade de conseguirmos instalar um sistema de videovigilância no exterior do 'campus' da Cidade Universitária", afirmou o reitor na ocasião.

António Cruz Serra precisou que a instalação das câmaras de videovigilância será feita somente nas zonas do domínio privado da universidade e que a instituição estima gastar, no máximo, 120 mil euros.

No entanto, depois de questionado pelo deputado do PS João Valente Pires sobre a sua posição relativamente à necessidade de instalação de um sistema de videovigilância no jardim do Campo Grande, o professor foi taxativo: "sim, claro, não tenho dúvida sobre isso", ressalvando que essa é uma decisão da Câmara Municipal.

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