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Correio da Manhã

Sociedade
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Aumenta pressão sobre hospitais devido à Covid-19

Relatório das linhas vermelhas alerta para “tendência crescente nas hospitalizações”. Pior situação no Norte - 81% das camas em UCI ocupadas.
Bernardo Esteves 8 de Janeiro de 2022 às 01:30
Aumento provável da pressão sobre todo o  sistema de saúde e na mortalidade
Aumento provável da pressão sobre todo o sistema de saúde e na mortalidade FOTO: Nuno André Ferreira
O número de internamentos por Covid-19 está a aumentar de forma preocupante, alerta a Direção-Geral da Saúde e o Instituto Ricardo Jorge (INSA) no relatório das linhas vermelhas.

“A pressão nos serviços de saúde e o impacto na mortalidade são elevados, com tendência crescente nas hospitalizações”, refere o documento, sublinhando que “tendo em conta o rápido aumento de casos, mesmo tendo em consideração a menor gravidade da variante Ómicron, é provável um aumento de pressão sobre todo o sistema de saúde e na mortalidade”. São recomendadas, por isso, “a manutenção de todas as medidas de proteção individual e a intensificação da vacinação de reforço”.

Os internados em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), no dia 5, correspondiam “a 62% do valor crítico definido de 255 camas ocupadas” - na semana anterior representavam 59%. A situação mais grave vive-se na região Norte, onde, na última quarta-feira, estavam ocupados 81% dos lugares em Intensivos - 61 dos 75 disponíveis. Segue-se a região Centro, com 27 das 34 camas em UCI preenchidas (79%), e o Algarve, com uma ocupação de 61% (14 de 23 têm doentes). Em Lisboa e Vale do Tejo estão ocupadas 54 camas das 103 que existem (52%) e no Alentejo só estão preenchidos dois dos 20 lugares (10%). Esta sexta-feira foram internados mais 42 infetados, para um total de 1353, dos quais 161 (+3) em Intensivos.

O número de novos casos foi de 2777 por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias, “com tendência fortemente crescente a nível nacional e em todas as regiões”. A proporção de testes positivos foi de 10,6% (na semana anterior foi de 6,7%). O peso dos diagnósticos notificados com atraso foi de 12,8%, quase o dobro da semana passada. Os casos isolados em menos de 24 horas após a notificação é agora de 64%, face aos 81% de há sete dias. Apenas 26 dos 308 concelhos do País estão abaixo do patamar mais elevado de incidência. A variante Ómicron representa já 92,5% das infeções.

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