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Bruxelas quer aprovar até outubro pelo menos três terapias para combater a Covid-19

Foi composta uma lista de 5 terapias de alto potencial para a covid-19 e três devem entrar no mercado antes da chegada do inverno. Para já não existem terapias desenhadas à medida da covid-19.
Jornal de Negócios 29 de Junho de 2021 às 15:04
Medicamentos
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A Comissão Europeia adiantou esta terça-feira uma lista das cinco terapêuticas em desenvolvimento para a covid-19 mais promissoras, que devem ser aprovadas ainda em outubro deste ano.

Todas as terapêuticas estão em fase avançada de desenvolvimento e testagem, com a exceção do imunossupressor baricitinib da Eli Lilly, que está já disponível no mercado com indicações para combater outras doenças, à semelhança do que acontece com a maioria das terapias utilizadas.

Assim, restam quatro medicamentos em desenvolvimento: uma combinação dos já existentes bamlanivimab e etesevimab, ambos da Eli Lilly; uma combinação de casirivimab e imdevimab da Regeneron Pharmaceuticals e da F. Hoffman-La Roche; um novo composto da Celltrion, o regdanivimab;  e uma outra formulação recente elaborada em conjunto pela GlaxoSmithKline e pela Vir Biotechnology, o sotrovimab.

A estes medicamentos em desenvolvimento acrescem outros cinco que deverão incorporar uma lista de 10 potenciais terapêuticas para a covid-19. Das cinco primeiras, Bruxelas definiu como objetivo a aprovação de, pelo menos, três terapias que deverão ser totalmente avaliadas e verificadas pela Agência Europeia do Medicamento até outubro de 2021.

Está ainda prevista a criação de uma nova plataforma chamada Plataforma de Inovação e Aceleração de Terapêuticas, que deve manter um registo de todos os medicamentos em desenvolvimento para a covid-19, acompanhando o seu estado de desenvolvimento e facilitando a sua articulação com as autoridades competentes.

Atualmente não existe qualquer terapêutica desenhada propositadamente para a covid-19, sendo frequentemente utilizado o remdesivir, um antiviral, ou corticosteroides com potentes propriedades anti-inflamatórias que na Índia originaram já um problema de saúde pública paralelo devido ao abuso destas substâncias.

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