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Correio da Manhã

Sociedade
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Chefe da Urgência de Cirurgia do Hospital da Guarda demite-se e cola papel à porta

José Manuel Rodrigues afixou um aviso a informar que só atenderia "doentes críticos ou em risco de vida".
Alexandre Salgueiro 1 de Dezembro de 2021 às 09:39
À porta do hospital, o médico demissionário explicava que entre a meia-noite e as oito da manhã só atenderia doentes em risco de vida
À porta do hospital, o médico demissionário explicava que entre a meia-noite e as oito da manhã só atenderia doentes em risco de vida FOTO: Direitos Reservados
Um dos chefes da Urgência de Cirurgia do Hospital da Guarda demitiu-se ao início da noite de segunda-feira por entender que não havia médicos suficientes para assegurar o atendimento aos utentes.

Após suspender funções, José Manuel Rodrigues afixou um aviso na porta da Urgência a informar que "entre as 00h00 e as 08h00 o serviço apenas assegura o apoio a doentes críticos ou em risco de vida por falta de médicos".

Adelaide Campos, diretora do Serviço de Urgência, reconhece que "por motivos pessoais e inadiáveis, faltaram dois médicos que estavam previstos na escala", mas garante que houve "os suficientes para assegurar o atendimento aos doentes".

Segundo aquela responsável, que criticou o aviso publicado pelo colega demissionário, "entre junho e outubro, a Urgência tem estado carente de médicos, mas agora estão a ser colmatadas as dificuldades".
Urgência de Cirurgia do Hospital Guarda saúde
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