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Correio da Manhã

Sociedade
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Começaram a ser vacinados funcionários de limpeza de hospitais, anuncia Gouveia e Melo

Coordenador da 'task-force' sublinha que é o risco da tarefa e não o estatuto profissional que deve prevalecer.
Lusa 12 de Maio de 2021 às 12:27
Gouveia e Melo analisou o processo de vacinação Covid em Portugal
Gouveia e Melo analisou o processo de vacinação Covid em Portugal
O vice-almirante Gouveia e Melo anunciou hoje que começaram a ser vacinados trabalhadores de limpeza dos Serviços de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH), sublinhando que é o risco da tarefa e não o estatuto profissional que deve prevalecer.

Ouvido hoje de manhã pelos deputados da Comissão Parlamentar de Saúde, o coordenador da 'task-force' para o plano de vacinação contra a covid-19 disse ainda que este grupo de trabalho está disponível "para que os hospitais identifiquem os funcionários" que fazem a limpeza das unidades hospitalares, pois estão incluídos nas prioridades da fase 2 do plano.

"É o risco e não o estatuto profissional que deve prevalecer. Já estão a ser vacinados operadores dos SUCH, que fornece a limpeza aos hospitais, que não estavam a ser", afirmou.

Assim que os hospitais identificarem estes trabalhadores - acrescentou -, "forneceremos vacinas para serem vacinados através dos próprios hospitais. Não há qualquer restrição".

Questionado sobre o eventual desperdício de vacinas que estão recomendadas para acima de determinadas idades (como a da Janssen e a Astra Zeneca), Gouveia e Melo respondeu que esse risco existe e que se estima em meio milhão de vacinas no segundo trimestre e 2,7 milhões no terceiro.

"A partir de junho já não teremos pessoas com idade superior a 50 anos para vacinar", estimou, sublinhando que, para não atrasar o processo de vacinação, se definiu "uma estratégia de contingência", alargando a diferentes faixas etárias "para se usar todas as vacinas disponíveis".

Disse ainda que o agendamento central (que incluiu o agendamento pelas bases de dados e agora o auto-agendamento) veio "aliviar carga" deste trabalho, "aumentando 20.000 a 30.000 pessoas ao processo de agendamento".

Gouveia e Melo disse ainda que o agendamento central "vai tornar-se cada vez mais dominante e, futuramente, haverá apenas este [tipo de agendamento]", ficando o agendamento local a funcionar apenas de forma pontual, em modo "carro-vassoura", para encontrar pessoas que as autoridades tiverem dificuldade de chamar.

Sublinhou igualmente o sucesso do processo de auto-agendamento, da iniciativa ao utente, considerando que e permite "retirar níveis de ansiedade" das pessoas.

Sobre a disponibilidade de vacinas, disse que na próxima semana se atingirá as 80.000 por dia, mas como há reservas pontualmente serão atingidas as 100.000/dia.

Na última semana de maio e em junho deverá intensificar-se a intensidade de vacinação, chegando às 140.000 vacinas/dia na semana de 14 junho.

"A capacidade para vacinar e elevada e não há estrangulamentos ao processo", insistiu.

Questionado sobre os profissionais de saúde alocados à vacinação, o responsável disse que as autoridades tentaram não alocar mais de 20% da capacidades dos Cuidados de Saúde Primários, para deixar os restantes 80% de capacidade para recuperar atividade que ficou atrasada por causa da pandemia.

No total, foram recrutados um total cerca de 4.700 profissionais (entre profissionais de saúde e assistentes), através de mobilidade interna.

Sobre a possibilidade de se contratar extra, Gouveia e Melo reconheceu que, por exemplo, ao nível dos enfermeiros, é difícil pois "a maior parte desta classe está a trabalhar" e o que as autoridades tentam fazer é contratar horas extra a estes profissionais.

SO // ZO

Lusa/fim

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