Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade

Corrida à vacina contra varíola dos macacos: Portugal define estratégia para controlar surto

Garantia dada pela DGS. Espanha, Reino Unido e Estados Unidos encomendam milhares de vacinas.
João Saramago 19 de Maio de 2022 às 19:34
Varíola dos macacos
Varíola dos macacos

Há pelo menos três países que preparam a encomenda de milhares de doses de vacinas contra a varíola comum, conhecida a existência de casos de varíola dos macacos (monkeypox) em humanos.

Na Europa, a Espanha já divulgou que vai encomendar milhares de doses da Imvanex, vacina desenvolvida pelo laboratório dinamarquês Bavarian Nordik. Esta vacina está autorizada pela Agência Europeia do Medicamento desde 2013 e destina-se à varíola comum, considerada erradicada do planeta desde 1980. Em Espanha, as vacinas serão aplicadas aos contactos próximos de pessoas infetadas.

A vacina  "está aprovada para a prevenção da varíola humana e do macaco". A varíola do macaco é uma zoonose viral que, embora improvável, pode ser transmitida de animais (especialmente roedores como esquilos) para humanos.

A vacina não é um medicamento "específico" para esta doença, mas pode ter uma "alta eficácia" na sua prevenção, considera o vice-presidente da Associação Espanhola de Vacinologia (AEV), Fernando Moraga-Llop.

Também nos Estados Unidos, a administração do presidente  norte americano, Joe Biden, efetuou uma encomenda de 118 milhões de euros para fazer face a um potencial aumento de casos.

No Reino Unido as vacinas serão também destinadas a vacinar os profissionais de saúde em contacto com casos positivos.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde comunicou ao Correio da Manhã que " está em contacto direto com a Autoridade do Medicamento -  Infarmed, com peritos nacionais e instituições internacionais como a Organização Mundial da Saúde, a fim de ser definida a melhor estratégia de controlo deste surto".

A Agência Europeia do Medicamento não aprovou a vacina para a varíola dos macacos, mas o Centro Europeu para o Controlo e Prevenção de Doenças recomenda a utilização da vacina comum para contactos de alto risco de pessoas já infetadas.

Ver comentários
}