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Já foram vacinadas 104 mil pessoas. Portugal recebeu quase 500 mil vacinas, afirma Marta Temido

Plano de vacinação contra a Covid-19 entrou em funcionamento a 27 de dezembro de 2020.
Correio da Manhã 8 de Fevereiro de 2021 às 13:58
Marta Temido, Ministra da Saúde
Marta Temido, Ministra da Saúde FOTO: Pedro Nunes / Lusa
A ministra da Saúde, Marta Temido, fez esta segunda-feira, um balanço sobre o Plano de Vacinação contra a Covid-19 em Portugal.

No domingo Portugal recebeu 43200 doses da vacina da farmacêutica Astrazeneca. 

Portugal recebeu esta segunda-feira mais de 87 mil vacina da Pfizer e ainda no decorrer desta semana vai chegar 22800 doses da Moderna. 

Até esta segunda-feira foram administradas 292 mil primeiras doses e 104 mil segundas doses. Portugal recebeu quase 500 mil vacinas, afirma Marta Temido.

Esta semana profissionais de saúde vão receber a vacina da moderna primeiras e segundas dose.

Há 2380 vacinas agendadas, tendo sido enviados 1677 SMS e 902 pessoas responderam positivamente. Marta Temido garante que em relação aos portugueses sem médico de família foram já emitidas 4140 declarações médicas.

Para todos os portugueses acima de 50 anos com outras doenças ou mais de 80 anos haverá "um simulador onde poderá confirmar se está na lista". Marta Temido explica que "no final desta semana, será disponibilizado no Portal do SNS um conjunto de novas funcionalidades que envolve um simulador que permite saber se determinada pessoa está, por exemplo na lista da fase nº 1". 

Os serviços de saúde identificaram 957 mil pessoas para vacinar contra a Covid-19 correspondentes a idosos acima de 80 anos e pessoas entre os 50 e os 79 com uma das comorbilidades de risco. De acordo com a ministra da Saúde, Marta Temido, "estas listagens foram comunicadas às unidades de cuidados de saúde primários, que começaram já a agendar e convocar as pessoas para a vacinação" contra a covid-19, esclarecendo ainda que há já "40 unidades a trabalhar nestes moldes" e que na terça-feira arrancam outras 59, com total cobertura do território nacional.

A vacina da Astrazeneca "é segura e de qualidade para proteger as pessoas" mas há poucos dados da sua administração a pessoas até aos 65 anos, garante a ministra da Saúde.

"Atingimos o máximo de testagens num dia em janeiro com 77 mil de testes realizados em 24 horas", acrescenta. 

Marta Temido adverte, no entanto, que "enfrentamos um contexto de escassez de vacinas", e que por isso há desafios que o Governo está a tentar contornar. "Sempre soubemos que isto seria um caminho longo e a capacidade de produção das farmacêuticas são um fator" a ter em conta, explicou.

A ministra da saúde afirma ainda que na próxima semana serão definidas que vacinas e que quantidades vão para cada grupo de vacinação sendo que no grupo dos pacientes com mais de 50 anos serão administradas vacinas diferentes, ou seja, entre os 50 e os 65 serão administradas as vacinas da AstraZeneca e nos pacientes com mais de 65 anos serão dadas as vacinas da Pfizer e Moderna. 

Marta Temido afirma que esta gestão se prende com precaução para que se vacine o maior número de pessoas não descurando da eficácia das mesmas, visto que ainda não há dados suficientes sobre a vacina da AstraZeneca em pessoas com mais de 65 anos. 

Quanto às reservas, o País tem feito a gestão de stocks que garanta que uma eventual quebra de doses não implique a falha na toma das segundas doses da vacina. Temido diz que há uma determinada quantidade de vacinas que é guardada para acautelar falhar, de modo a não atrasar o plano de vacinação.

A ministra da Saúde, Marta Temido, assumiu a preferência pelo tratamento dos doentes com covid-19 em Portugal ao invés de os transferir para outros países que se mostraram disponíveis para ajudar nesta fase mais aguda da pandemia.

"São hipóteses que, obviamente, consideramos com a maior atenção, sendo certo que, por razões de estabilidade do próprio doente e de resposta em saúde junto do meio familiar, preferiríamos garantir o tratamento no nosso país e o mais possível junto de casa. É um esforço que continuaremos a tentar fazer", disse hoje a governante, a propósito das propostas de auxílio que chegaram de Espanha e da Áustria.

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