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Portugal deve atingir linha vermelha de incidência dentro de dois meses ou mais se mantiver atual taxa

Índice de transmissibilidade em Portugal tem vindo a aumentar desde 10 de fevereiro de 2021.
Correio da Manhã 10 de Abril de 2021 às 18:49
Coronavírus
Coronavírus FOTO: Ricardo Jr

A Direção-geral da Saúde (DGS) divulgou este sábado um relatório sobre a evolução da pandemia da Covid-19 em Portugal no qual explica que nos últimos 14 dias o País sofreu um aumento da incidência de infecções. As autoridades de saúde estimam que "serão necessários dois ou mais meses para se atingirem 120 casos/100.000 habitantes".

O índice de transmissibilidade em Portugal tem vindo a aumentar desde 10 de fevereiro de 2021 sendo, neste momento, tanto a nível nacional (1,02) como nas várias regiões superior a 1. A região do Algarve é uma exceção, pelo que regista uma desaceleração do aumento da incidência do vírus na região, tendo o Rt nos 0,99. 

A DGS informou ainda que o número de internados em Cuidados Intensivos em Portugal continental tem descido, sendo que a 7 de abril havia 122 pessoas em UCI, número inferior ao valor crítico definido, que eram 245 camas ocupadas.

"A análise global dos indicadores sugere uma situação epidemiológica com transmissão comunitária de moderada intensidade e reduzida pressão nos serviços de saúde. Verificou-se um ligeiro aumento da transmissão nas faixas etária mais jovens, mas com menor risco de evolução desfavorável da doença", refere o relatório. 

A Direção-geral da Saúde alerta que o período da Páscoa, assim como, o processo de desconfinamento "são fatores que podem interferir na situação descrita, com reflexos visíveis nas próximas semanas".

O mesmo relatório refere que em março a variante do Reino Unido representava 82.9% dos casos Covid-19 em Portugal e as variantes de África do Sul e de Manaus eram, respetivamente, 2.5% e 0,4%.

De acordo com a nota das autoridades de saúde, "todos os casos de infeção por SARS-CoV-2/ COVID-19 foram isolados em menos de 24 horas após a notificação, e foram rastreados e isolados 95,0% dos seus contactos".

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