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Correio da Manhã

Sociedade
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Efeitos secundários da Covid-19 podem afetar jovens

Crianças podem contrair problemas respiratórios ou cardiovasculares com a doença.
Ana Maria Ribeiro 14 de Fevereiro de 2021 às 01:30
Embora a Covid-19 seja mais rara - e as sequelas menos frequentes - em crianças e jovens, esta faixa etária não é imune aos efeitos secundários do SARS-CoV-2
Embora a Covid-19 seja mais rara - e as sequelas menos frequentes - em crianças e jovens, esta faixa etária não é imune aos efeitos secundários do SARS-CoV-2 FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/lusa
Francisco é o primeiro adolescente em Portugal a apresentar a síndrome inflamatória multissistema, uma sequela da Covid-19 nas suas manifestações mais violentas. A criança “sempre saudável” desenvolveu a doença em abril de 2020, quase um mês após a mãe ter estado infetada. Acordou com febre alta e nas análises ao sangue foi detetado “um foco grande de infeção”.

Ficou internado e dois dias depois os exames revelaram uma pneumonia bilateral. Francisco, de 13 anos, desenvolveu miocardite e pancreatite, foi levado para os Cuidados Intensivos e só após três dias em coma induzido é que começou a melhorar. Em cerca de 20 dias de internamento perdeu 10 quilos, ficou com uma espécie de cicatriz no coração, mas a família agradece o “final feliz”.

Maria João Brito, diretora da Unidade de Infeciologia do Hospital Dona Estefânia, contou à Lusa que, nas quase 800 crianças e adolescentes que aquela unidade hospitalar recebeu com Covid-19, cerca de 240 precisaram de internamento, e que há dois tipos de sequelas possíveis: as orgânicas, como os problemas respiratórios ou cardiovasculares; e as inorgânicas, como a ansiedade, a depressão e até a obesidade. No caso das crianças que tiveram pneumonias complicadas, por exemplo, todas vão ter de “fazer provas de função respiratória” entre “seis e nove meses depois da doença”. Das crianças que tiveram inflamação no músculo do coração, cerca de 20 estão a ser acompanhadas através de protocolo feito com a Cardiologia Pediátrica de Santa Marta.

Cerca de 50% da população fica com sequelas
Um ano após o início da pandemia, dizem as estatísticas que cerca de 50% da população acaba por ter sequelas da Covid-19. Embora nas crianças e adolescentes a doença seja mais rara – e as sequelas também menos frequentes – ainda assim o SARS-CoV-2 pode deixar marca.
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