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Correio da Manhã

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Estudo em Israel indica proteção de 95% com vacina Covid-19 da Pfizer-BioNTech

Mesmo com uma dose de vacina, consegue-se 58% de proteção contra a infeção, 76% contra hospitalização e 77% contra casos fatais.
Lusa 5 de Maio de 2021 às 23:38
Vacina da Pfizer contra a Covid-19
Vacina da Pfizer contra a Covid-19 FOTO: Reuters
Um estudo do Ministério da Saúde de Israel, o país do mundo com maior percentagem da população vacinada contra a covid-19, sugere que duas doses da vacina da Pfizer-BioNtech conferem uma proteção de 95 por cento.

Uma análise de dados de evolução da covid-19 em Israel publicada hoje na revista científica The Lancet aponta para uma taxa de eficácia da vacina de 95,3% para pessoas com mais de 16 anos na prevenção da infeção sete dias após a toma da segunda dose.

A segunda dose da vacina confere também 96,7% de proteção contra casos fatais de covid-19, 97% de proteção contra infeção sintomática e 91,5% de proteção contra infeção assintomática.

Duas semanas após a inoculação com a segunda dose, a vacina apresenta uma eficácia de 96,5% a proteger de infeção, 98% de hospitalização e 98,1% de morte, indicam os investigadores.

Mesmo com uma dose de vacina, consegue-se 58% de proteção contra a infeção, 76% contra hospitalização e 77% contra casos fatais.

No estudo, que assenta em dados recolhidos pelo Ministério da Saúde de Israel, salienta-se que há fatores da pandemia sobre os quais não há controlo total, como "incerteza sobre a duração da imunidade, o possível aparecimento de variantes resistentes às vacinas e a necessidade de aumentar a cobertura das vacinas".

A responsável pela saúde pública do Ministério da Saúde israelita, Sharon Alroy Preis, afirmou que "como o país com a maior proporção da população vacinada contra a covid-19, Israel proporciona uma oportunidade real de determinar a eficácia da vacina e observar efeitos mais abrangentes do programa de vacinação na saúde pública".

Israel começou a vacinar a população com o fármaco da Pfizer-BioNTech ainda no ano passado, em pleno surto de novas infeções que acabou por levar a um confinamento geral no dia 27 de dezembro de 2020.

O pico de novas infeções foi atingido a 20 de janeiro de 2021 e no início de abril, 72% das pessoas com mais de 16 anos e 90% das com mais de 65 anos tinham recebido duas doses da vacina.

Durante o período analisado, houve mais de 232.000 infeções confirmadas com o coronavírus SARS-CoV-2, 95% das quais pela variante B.1.1.7 (detetada pela primeira vez no Reino Unido e a mesma que prevaleceu nas infeções em Portugal).

Dois terços dos casos registaram-se em pessoas com mais de 16 anos e houve 7.694 pessoas internadas e 1.113 mortes atribuídas à covid-19.

Os autores da análise reconhecem limitações, apontando as diferenças entre países no que respeita ao ritmo de vacinação e de evolução epidemiológica, recomendando "cautela na generalização destes resultados a outros países".

Salientam ainda que são precisos outros estudos sobre o desempenho da vacina em outros países e contextos.

Além disso, os dados referem-se a uma altura em que a variante B.1.351 (descoberta na África do Sul) ainda não tinha sido identificada no país.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.230.058 mortos no mundo, resultantes de mais de 154,2 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.983 pessoas dos 838.102 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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