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Correio da Manhã

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Filipe Gaivão fez mais 130 quilómetros de bicicleta: "Nestas aventuras há sempre dias bons e maus"

Ciclista partiu numa viagem solidária de bicicleta que visa "dar maior visibilidade às pessoas que sofrem de esclerose múltipla".
Correio da Manhã 14 de Julho de 2019 às 20:50
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
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Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão
Filipe Gaivão, de 57 anos, partiu esta quarta-feira de Bruxelas rumo a Lisboa, numa viagem solidária de bicicleta que visa "dar maior visibilidade às pessoas que sofrem de esclerose múltipla", e pedalou este sábado mais 130 quilómetros previstos, apesar do "dia péssimo" que relata. 

"Nestas grandes aventuras há sempre dias bons e dias maus. Ontem foi um dia bom com tudo a correr bem. Hoje foi um dia péssimo. Cerca das 8h30 saí do hotel e começou bem, encontrando um casal australiano reformado que andam a passear pela Europa em bicicleta. Quando a senhora soube o que eu andava a fazer, veio ter comigo e deu-me dinheiro para contribuir para a causa em memória de um amigo, doente que tinha morrido uns dias antes da partida deles. São estes momentos que me dão força para continuar", começou por dizer Filipe Gaivão, que revelou ter tido problemas com a bateria do telemóvel.

"Segui viagem em direção a Le Mans e passado pouco tempo o meu telefone começou a dar problemas de bateria. Ou seja, o power bank não terá carregado convenientemente durante a noite e fiquei sem poder usar o GPS. Deu para estudar o percurso e como era simples deu para seguir assim", relatou o ciclista português, que admitiu ter também sentido dores físicas.

"O pior foi a dor grande no joelho direito. Para quem me conhece são as dores musculares típicas que tenho, mas que são chatas e deixam-me sem força. Felizmente que a perna esquerda foi compreensiva e ajudou bastante. Foi um esforço muito grande, mas cheguei ao fim dos 130 quilómetros previstos.
O ponto alto foi a passagem a 404 km/h na reta do circuito de Le Mans, mas espero que não contem a ninguém para não ser chato para os carros de competição... Prometo não repetir", brincou.

"Para além do esforço a viagem não teve mais peripécias, com exceção da chegada a Tours que eu recomendo a todos virem cá. Infelizmente com as peripécias já não consegui ir ver o Museu de Da Vinci que aqui veio a morrer, mas terei de voltar cá para ver esse museu. Mas ainda tive tempo de tratar do joelho com uma bela cerveja e um saucisson francês", concluiu Filipe Gaivão.
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