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Governo antecipa vacinação em Lisboa para pessoas entre os 30 e 40 anos

Testagem vai ser intensificada em particular nos jovens adultos que têm registado um aumento de casos positivos.
Correio da Manhã 25 de Maio de 2021 às 18:36
António Lacerda Sales, Secretário de Estado da Saúde
António Lacerda Sales, Secretário de Estado da Saúde FOTO: Tiago Petinga / Lusa

António Lacerda Sales, Secretário de Estado da Saúde, anuncia esta terça-feira no Instituto Nacional Ricardo Jorge as novas medidas para travar a pandemia na região de Lisboa e Vale do Tejo. 

"A tendência crescente desde o início de maio [na região de LVT] deve ser encarada como uma situação de alerta", defendeu Lacerda Sales.

Como tal, a vacinação vai ser acelerada nesta região sendo que a faixa etária a partir dos 40 anos deverá começar a ser vacinada já a partir de dia 6 de junho e a faixa a partir dos 30 anos começará já no dia 20 de junho.

António Lacerda Sales explicou que, "por ser uma região mais populosa, Lisboa e Vale do Tejo está ligeiramente mais atrasada na vacinação do que outra regiões, tendo 32% da população já vacinada como pelo menos uma dose", apresentando como exemplo o caso da região Centro em que 38% da população já está vacinada.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde disse que os instrumentos que hoje estão disponíveis para fazer face à situação são bem diferentes do que existiam há uns meses, referindo-se à testagem massiva, à vacinação, ao rastreamento e ao reforço das ações ao nível da saúde pública, o que permite ter "maior capacidade de antecipação e de ação".

O governante disse ainda que a tendência crescente de novos casos de covid-19 nesta região, registada desde o início do mês de maio, "é um sinal de alerta, não de alarme".

André Peralta Santos, da DGS, fez uma análise do crescimento da pandemia na região indicando que são os jovens adultos, nas faixas etárias dos 20 aos 40 anos, os que mais estão a contribuir para o aumento de casos. 

Aponta que as maiores incidências em Lisboa se concentram nas freguesias centrais do concelho, mas que também tem aumentado nas freguesias periféricas e noutros concelhos. O R(t) em Lisboa situa-se agora em 1,14, ou seja tem aumentado. Segundo o especialista, há, porém, boas notícias. Há um "abrandamento" nesse crescimento nas zonas centrais.

Peralta Santos sublinha ainda que, a taxa de positividade aumentou. O especialista avisa que, se a evolução epidemiológica, continuar como agora, Lisboa pode atingir os 240 novos casos em 14 dias por 100 mil habitantes dentro de duas a três semanas.

Fernando Almeida, do INSA, explica que o plano de testagem em vigor no País tem em atenção as dinâmicas epidemiológicas e por isso a testagem "tende a adaptar-se". A Região de Lisboa e Vale do Tejo tem por isso um aumento da testagem em especial nas pessoas entre os 20 e os 40 anos.

"Antecipamos a testagem no ensino secundário, universidades e 3.º ciclo a alunos e docentes", explicou ainda. 

Em relação às populações vulneráveis, os migrantes e refugiados verão a testagem ser redobrada. Vai reforçar-se ainda a sensibilização para as medidas de proteção individual dos motoristas em serviços de entregas, táxi e TVDE.

Em bairros onde há mais convívio, como Bairro Alto ou Cais do Sodré, haverá unidades móveis disponíveis para testar e sensibilizar para o distanciamento físico e outras medidas de proteção individual

Haverá ainda 
postos móveis de testagem e campanha de testagem a partir de 31 de maio na restauração, hotelaria, mercados e feiras.





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