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Correio da Manhã

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Governo da Madeira investiu 26 milhões euros em expropriações para construção do novo hospital

Governante indicou que os 18,8 milhões de euros para a obra de terraplanagem também foram adiantados pelo executivo madeirense.
Lusa 17 de Maio de 2021 às 15:53
Machico, a terra natal do cardeal D. José Tolentino de Mendonça
Machico, a terra natal do cardeal D. José Tolentino de Mendonça FOTO: EPA
O Governo da Madeira gastou 26 milhões de euros em expropriações de parcelas para a construção do novo hospital central da região autónoma, indicou esta segunda-feira o vice-presidente do executivo, Pedro Calado, sublinhando que falta apenas resolver dois lotes.

"Deixa-nos satisfeitos, num processo de 26 milhões de expropriações, estarmos a iniciar a obra e estarmos praticamente com 99% dos casos já tratados", afirmou o governante, referindo também que as famílias expropriadas já foram, na maioria, realojadas.

Pedro Calado falava no decurso de uma visita às obras de terraplanagem do terreno onde será construído o novo Hospital Central da Madeira (HCM), numa área de 172.000 metros quadrados, localizado em Santa Rita, freguesia de São Martinho, no Funchal.

"Sabemos que estamos a lidar com muitas emoções por parte das pessoas, são vidas passadas aqui, pode representar o trabalho de uma vida na construção da sua casa, mas é precisamente por isso que estamos aqui", declarou, explicando que o processo de expropriação dos 124 lotes de terreno começou em 2007.

O HCM resulta de um cofinanciamento dos Governos Regional e da República, ao abrigo dos projetos de interesse comum, que excede os 340 milhões de euros, mas a verba para as expropriações provém na totalidade do Orçamento da Região Autónoma.

"A nível de expropriações, não há qualquer comparticipação do Estado português. Foram 26 milhões que saíram do Orçamento da região", disse Pedro Calado.

O governante indicou que os 18,8 milhões de euros para a obra de terraplanagem também foram adiantados pelo executivo madeirense, mas o Governo da República vai posteriormente pagar 50%.

"Há um entendimento de que todos os custos de construção são comparticipados pelo Estado português em 50% e pelo Governo Regional da Madeira em 50%. Ainda há algumas arestas a limar com o Estado português quanto à forma fazer esse financiamento", explicou Pedro Calado, esclarecendo que, por isso, o executivo regional adiantou a verba para a terraplanagem.

O vice-presidente disse que os trabalhos correspondentes a esta primeira fase ficam concluídos em 18 meses, ao que se seguirá, no final deste ano ou no princípio de 2022, o lançamento do concurso para a construção do edifício do hospital.

O Hospital Central da Madeira disporá de 607 camas (79 das quais para cuidados intensivos e 503 para internamento geral), parque de estacionamento para mais de 1.160 automóveis e um heliporto.

Além dos vários serviços inerentes a uma unidade hospitalar, o HCM disporá de um hospital de dia oncológico pediátrico.

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