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Governo quer reduzir tempo de viagem entre Porto e Lisboa para 1h15 a partir de 2030

António Costa falou sobre o trajeto da linha de alta velocidade que vai ligar as duas cidades.
Correio da Manhã e Lusa 28 de Setembro de 2022 às 11:27
António Costa
António Costa FOTO: Reuters
O Primeiro-Ministro, António Costa, apresentou esta quarta-feira, no Porto,  o trajeto da linha de alta velocidade que vai ligar Lisboa, Porto e Vigo, em Espanha. 

A nova linha entre as duas principais cidades não terá paragens. 

Carlos Fernandes, membro do conselho de administração de Infraestruturas de Portugal, avançou que a nova linha de alta velocidade terá via dupla e ligará o Porto e Lisboa numa hora e 15 minutos.

A construção está dividida em três fases, estando a primeira, o troço entre Porto e Soure, prevista concluir até 2028. Neste que é, disse o responsável, o "troço mais congestionado da Linha do Norte", o tempo de percurso estimado será de 1h 59 minutos.

O segundo troço, entre Soure e Carregado,  deve estar concluído até 2030, e deverá diminuir o tempo de percurso para uma hora e 19 minutos.

A terceira fase, entre Carregado e Lisboa, "será construída mais tarde", disse Carlos Fernandes, e permitirá atingir a duração final de uma hora e 15 minutos de toda a ligação.

Costa vê nova linha ferroviária como estratégia para o futuro

O Chefe do executivo afirmou que todo o país será servido e que este projeto reforça a competitividade na fachada atlântica, permitindo uma maior projeção no mundo.

"Este não é apenas um projeto de ligação entre capitais peninsulares. É um projeto que une o país", garantiu, esta manhã, António Costa. 

O governo avançou ainda que pretende reduzir o tempo de viagem entre Porto e Lisboa para 1h15 a partir de 2030 e assinala que o investimento nesta ferrovia é uma estratégia para o futuro.

O país tem "condições financeiras" para assumir o projeto da alta velocidade Lisboa-Porto-Vigo "com tranquilidade" e sem "sobressaltos que o ponham em causa", garantiu António Costa,  sublinhando que reuniu uma "larguíssima maioria"

O Primeiro-Ministro terminou o discurso reforçando que "o país tem condições financeiras para assumir este projeto" e que "quem governa não pode pensar apenas no presente, tem de pensar no futuro."
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