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"Governo tem de ter em conta os portugueses espalhados pelo mundo": Os relatos de duas cidadãs retidas em Moçambique

Sílvia Leite confessa que há falta de meios no país para combater nova variante da Covid-19.
Correio da Manhã 27 de Novembro de 2021 às 16:00
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"Governo tem de ter em conta os portugueses espalhados pelo mundo", relembra Sílvia Leite
Sílvia Leite, emigrante portuguesa na capital de Moçambique, Maputo, relatou a atual situação que se vive no país devido à ameaça da nova estirpe do vírus da Covid-19 designada Omicron.

Em declarações à CMTV, a Sílvia afirmou que "o Governo quando toma medidas tem de ter em conta os portugueses espalhados pelo mundo". Comentou também que tem uma amiga que não consegue voltar "para casa" [para Portugal], numa altura em que muitos portugueses desejam ir passar o Natal à terra natal com a família.

Apesar de afirmar que não há qualquer caso da nova estirpe em Maputo, Sílvia aponta que o que a preocupa é que vão ficar "isolados do mundo". A portuguesa confessa que há falta de meios em Moçambique para combater o vírus.

Adiantou também que o pai da sua filha está, de momento, em Joanesburgo sem possibilidade de sair dessa país e obrigado a estar hospedado num hotel, o que comenta ser "muito complicado devido à falta de qualquer apoio".

Também Micaela Faustino, que foi numa viagem de trabalho a Moçambique, afirma que não sabe como voltar para Portugal onde tem dois filhos em Portugal à sua espera, numa altura "em que todos queremos regressar". "Como é que uma mãe explica aos filhos pequenos que pode não passar o Natal?", confessou Micaela.

Afirmou que contactou o consulado e que o mesmo não lhe deu qualquer garantia sobre o regresso - "disseram que me iriam dar uma resposta na segunda-feira". A portuguesa afirma que não há casos em Moçambique e que a notícia da suspensão dos voos foi "uma surpresa".
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