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Correio da Manhã

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Luz verde para a vacina Covid da Johnson & Johnson em Portugal

Diabéticos e doentes oncológicos passam a ser prioridade no processo de vacinação.
Correio da Manhã 21 de Abril de 2021 às 11:23
Imagem ilustrativa
Gouveia e Melo
Graça Freitas
Marta Temido
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Marta Temido, ministra da saúde, Graça Freitas, diretora-geral da DGS, e Gouveia e Melo, coordenador da 'Task Force' fizeram esta quarta-feira um balanço da vacinação contra a Covid-19 em Portugal. O ponto-chave para os próximas tempos será de aceleração do processo visto que estamos agora numa fase de "abundância" de vacina, como descreve Graça Freitas.  



Marta Temido afirma que com a quantidade de pessoas já vacinadas em Portugal, o desafio agora é garantir a celeridade do processo uma vez que "há maior disponibilidade de vacinas". Cerca de 7% da população tem já o processo completo de vacinação e todas as pessoas com mais de 60 anos terão a vacina até ao final de maio.

A ministra lembrou que o Plano de Vacinação, que começou em dezembro, foi sofrendo alterações e assim continuará mediante as situações que forem surgindo.

Graça Freitas fala em quatro passos da vacinação: a capacidade de fabricar vacinas, o licenciamento, as regras implementadas pelas autoridades de saúde e a operacionalização da vacinação. "Um puzzle complexo", descreve.

Segundo Graça Freitas, diretora-geral da DGS, o processo é agora pautado pela vacinação rápida e por idade descrescente. A faixa etária dos 70 aos 79 anos são prioridade, depois os 60 aos 69 anos e assim sucessivamente. Os doentes oncológico ativos passam a prioridade assim como os que aguardam transplantes. Também os diabéticos e com problemas de obesidade passam a ganhar maior importância para receberem a vacina. 

Gouveia e Melo afirma que com a quantidade de doses previstas, o objetivo é vacinar 100 mil pessoas por dia numa operação massiva que deverá durar quatro meses. "Não será uma tarefa fácil", alerta o coordenador da 'Task Force'.

O  presidente do Infarmed, Rui Ivo, avançou com o anúncio de 'luz verde' para a vacina da Johnson & Johnson em Portugal. "Não há nenhuma razão para constrangimento da utilização das vacinas", defendeu Rui Ivo.

"Neste momento em relação a qualquer das quatro vacinas aprovadas pela União Europeia existem condições para a sua utilização", conclui.

Gouveia e Melo sublinha que caso tivessemos vacinado os sete milhões de pessoas com a Johnson & Johnson em Portugal como fizeram os EUA teríamos, possivelmente sete mortos. Por outro lado, o facto de não termos vacinado no último ano provocou um universo de mais de 16 mil mortos no nosso País.

Relativamente às 3500 vacinas desperdiçadas em Famalicão, Gouveia e Melo afirma que, num processo desta dimensão, não haver erros é "impossível". É preciso limitar os erros ao máximo, mas estes podem acontecer, defende o coordenador da Task Force.

A ministra da saúde avança ainda que o autoagendamento da vacina deverá estar disponível já na próxima semana. Esta plataforma permitirá que as pessoas elegíveis dentro da fase de vacinação (agora entre os 70 e os 79) possam escolher várias opções para serem vacinados.

Relativamente aos pacientes recuperados, os que tiveram o vírus há mais de seis meses deverão começar a ser vacinados.

Graça Freitas Marta Temido Portugal saúde questões sociais
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