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Correio da Manhã

Sociedade
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Hospitais públicos perdem três mil camas de internamento

Privados ganharam 1769 camas no espaço de uma década.
João Saramago 6 de Abril de 2019 às 12:30
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Privados ganharam 1769 camas no espaço de uma década.
Os hospitais públicos perderam mais de três mil camas de internamento no espaço de uma década. Em igual período os privados registaram, por sua vez, um ganho de 1769 camas.

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, a propósito do Dia Mundial da Saúde, que é este domingo assinalado, revelam que, em 2007, os hospitais públicos tinham 27 086 camas e que em 2017 somavam 24 050.

Em sentido inverso, no setor privado da saúde, existiam 9134 camas em 2007 e em 2017 eram 10 903. No somatório de público e privado verificou-se uma redução de 36 220 para 34 953 camas no período analisado.

O crescimento do setor privado foi ainda mais expressivo nos serviços de urgência. Em 2007, os privados tinham registado 665 mil atendimentos em urgência, número que dobrou para 1,2 milhões em 2017. No total foram realizados 7,6 milhões de atendimentos urgentes em 2017, dos quais 6,4 milhões no setor público (83%).

Também nas consultas médicas, embora tenha ocorrido uma subida em ambos os setores, o maior crescimento foi igualmente no privado. Em 2007 foram realizadas 2,8 milhões consultas no privado. Em 2017 estas totalizaram 6,9 milhões, ou seja mais do dobro.

No setor público a evolução foi, em igual período, de 10,4 milhões de consultas em 2007 para 12,8 em 2017, o que representou uma subida de 23%. Por sua vez, nos internamentos houve uma redução nestes dez anos. Em 2017 ocorreram 1,2 milhões, menos 82 300 por comparação com 2007.

Nas despesas com a saúde assumidas pelas famílias verificou-se neste período uma subida, de 4,4 mil milhões de euros para 4,7 mil milhões. Nos custos assumidos pelo Estado, a evolução foi mais expressiva: passou de 8,9 mil milhões de euros para 9,9 mil milhões.

A despesa por habitante foi, em 2017, de 1683 euros.

SAIBA MAIS 
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casos de SIDA em 2017, menos 30,6% que no ano anterior (337 casos). A taxa de incidência da tuberculose foi a mais elevada no conjunto das doenças de declaração obrigatória, com 17,1 casos notificados por 100 mil habitantes, valor idêntico ao de 2016.

Causas de morte
As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos continuaram, em 2017, a ser as duas principais causas básicas de morte, concentrando cerca de 54% dos 110 187 óbitos verificados no país.
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