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Correio da Manhã

Sociedade
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Inspeção-Geral da Educação analisa queixa contra colégio que entregou carta aos pais contra vacinação

Encarregados de educação do colégio "O Pelicano", em Lisboa, receberam de auxiliares uma carta aberta contra a vacinação das crianças.
Lusa 1 de Outubro de 2021 às 19:18
Vacinação Covid-19 de crianças
Vacinação Covid-19 de crianças FOTO: Getty Images
A Inspeção-Geral da Educação e Ciência vai analisar uma queixa de pais de um colégio de Lisboa que receberam uma carta aberta a defender que as crianças não deveriam ser vacinadas contra a covid-19, disse esta sexta-feira a tutela.

Em causa está o facto de encarregados de educação do colégio "O Pelicano", em Lisboa, terem recebido de auxiliares uma carta aberta, datada de julho, em que diversos médicos sustentam que a vacina contra a covid-19 tem poucos benefícios nos jovens e nas crianças, situação que motivou descontentamento.

Numa resposta escrita enviada à Lusa, a direção do colégio explicou que recebeu a carta aberta e entendeu distribuí-la "aos pais do grupo de crianças dos três anos".

Contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Educação referiu que já deu entrada na Inspeção-Geral da Educação e Ciência uma queixa e que esta será analisada.

Alguns encarregados de educação ouvidos pela Lusa manifestaram desagrado e perplexidade pela situação, considerando que não devem ser "as escolas a ditar a saúde pública".

Em 24 de julho deste ano, diversos médicos de diferentes especialidades mostraram-se contra a vacinação contra a covid-19 em crianças e jovens saudáveis, por considerarem que os benefícios de administração da vacina nesta população não superam os riscos.

Através de uma carta aberta, os especialistas sustentaram que o argumento de proteção dos mais idosos para justificar a vacinação em jovens "não é eticamente aceitável", defenderam que a vacina tem poucos benefícios neste grupo etário, lembram que a doença se manifesta nesta população quase sempre de forma ligeira ou assintomática e apontam para alguns efeitos secundários mais graves, como uma relação das vacinas (Pfizer/BioNTech e Moderna) com um risco muito raro de inflamações cardíacas (miocardite e pericardite).

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