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Correio da Manhã

Sociedade

Investigação revela que algas marinhas travam cancro

Cientistas detetam bactérias capazes de inibir tumor.
João Saramago 9 de Abril de 2019 às 01:30
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Cientistas detetam bactérias capazes de inibir tumor.
Cientistas do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto desenvolveram uma investigação sobre compostos anticancerígenos existentes nas algas marinhas. O objetivo é potencializar medicamentos contra o cancro.

O trabalho da equipa liderada por Maria de Fátima Carvalho permitiu concluir, pela primeira vez, que uma espécie comum de alga, a laminaria ochroleuca, é uma rica fonte de bactérias com propriedades antimicrobianas e anticancerígenas.

"A alga castanha laminaria ochroleuca forma as chamadas florestas de kelp, que estão entre os ecossistemas mais diversos e produtivos", referiu a investigadora. "Até agora ninguém tinha caracterizado as actinobacteria que vivem dentro de laminaria ochroleuca", disse ao jornal científico ‘Frontiers in Microbiology’.

"Depois de seis semanas de cultura no laboratório, isolamos 90 cepas de actinobacterial da amostra", refere, tendo o resultado sido empolgante: "Sete dos extratos inibiram o crescimento de cancro da mama e, particularmente, de células nervosas."
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