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Correio da Manhã

Sociedade
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IPO do Porto quer colocar Portugal no mapa global de dadores de medúla óssea

Em 2020, 67 doações foram exportadas para 14 países diferentes.
Lusa 17 de Setembro de 2021 às 08:46
Instituto Português de Oncologia do Porto
Instituto Português de Oncologia do Porto FOTO: CMTV
O IPO do Porto assinala no sábado o Dia Mundial do Dador de Medula Óssea com um evento que visa desmistificar receios e ideias erróneas e colocar Portugal e os seus dadores no mapa global.

De acordo com dados disponibilizados esta sexta-feira à Lusa, no IPO do Porto, em 2020, 67 doações foram exportadas para 14 países diferentes, acrescem ainda 29 colheitas a dadores familiares e 106 colheitas autólogas exclusivamente para transplante de doentes do instituto.

O evento a realizar no Dia Mundial do Dador de Medula óssea, que se assinala no sábado, conta com a presença de especialistas na área e testemunhos reais de dadores de medula óssea de todo o país, que relatam a sua experiência de dádiva.

Nesta edição, haverá ainda um painel dedicado ao tema das terapias celulares inovadoras, as células CAR T, terapêutica que o IPO do Porto iniciou de forma pioneira em Portugal em 2019.

O evento acontecerá em formato híbrido, com transmissão no canal de YouTube em www.youtube.com/c/IPOPorto74.

Este evento será pela primeira vez integrado nas celebrações do World Marrow Donor Day (WMDD), uma iniciativa da World Marrow Donor Association (WMDA) - associação internacional sediada na Holanda, que reúne os registos de dadores de todo o mundo -, dando assim reconhecimento internacional aos dadores portugueses de células e medula óssea.

"Este é um dia para consciencializar as entidades responsáveis e a comunidade, em especial os grupos étnicos, sobre a importância da inscrição como dador voluntário de medula óssea e do impacto que o transplante tem no tratamento dos doentes, ajudando a salvar vidas", refere Susana Roncon, diretora da Terapia Celular do IPO do Porto.

Em comunicado, a médica alerta para a necessidade de informar a população em geral, sobretudo os mais novos, acerca dos processos inerentes à dádiva de medula, esclarecendo dúvidas e prevenindo eventuais escusas.

O Serviço de Terapia Celular realiza colheita de células e medula óssea a dadores voluntários inscritos no CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão).

Estes produtos celulares são enviados para centros de transplante nacionais e internacionais para tratarem doentes com patologia oncológica e não oncológica.

O Serviço iniciou a atividade de exportação no ano 2000, tendo já enviado mais de 700 produtos para 36 países diferentes nos continentes da Europa, América, Ásia e Oceânia.

Em paralelo com esta atividade, recebe dadores familiares e ainda doentes que realizam colheita de células para si próprios (as chamadas colheitas autólogas), sendo o único serviço do Norte e Centro de Portugal a realizar este procedimento a crianças e adolescentes.

Neste momento, o CEDACE conta com mais de 400 mil dadores, mantendo o terceiro lugar dos países com mais dadores inscritos por milhão de habitantes.

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