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Correio da Manhã

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Longa Vida, em Matosinhos, ainda não recebeu análises à presença de Legionella

Empresa de produtos lácteos Longa Vida, em Matosinhos, desligou "preventivamente" as torres de refrigeração devido ao surto.
Lusa 19 de Novembro de 2020 às 20:48
Surto mortal de legionella pode ter origem na fábrica da Longa Vida
Surto mortal de legionella pode ter origem na fábrica da Longa Vida FOTO: CMTV
A empresa de produtos lácteos Longa Vida, em Matosinhos, que desligou "preventivamente" as torres de refrigeração devido ao surto de `legionela´ no Grande Porto ainda não recebeu os resultados das análises realizadas às mesmas, disse esta quinta-feira.

"A Longa Vida confirma que, até ao momento, não recebeu qualquer informação quanto ao resultado das recolhas realizadas pelas entidades públicas no centro de distribuição em Perafita, Matosinhos", sublinhou, em comunicado.

Dizendo estar a colaborar com a Autoridade de Saúde, a empresa diz esperar que a origem do surto seja identificada "o mais rapidamente possível".

A origem do surto ainda não foi descoberta, mas a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte divulgou, na terça-feira, que, "como medida cautelar, a Autoridade de Saúde de Matosinhos procedeu à suspensão do funcionamento das torres de refrigeração de duas indústrias, localizadas no concelho de Matosinhos", embora sem especificar quais.

Já hoje, a conserveira Ramirez, que era uma das duas empresas "suspeitas" de serem a fonte de contágio e que também desligou as suas torres de refrigeração, revelou que as análises realizadas às mesmas deram negativo.

Também hoje, a presidente da Câmara Municipal de Matosinhos pediu esclarecimentos à ARS-Norte e às duas empresas do concelho "suspeitas" pelo surto de `Legionela´ que já causou nove mortes.

Em comunicado, Luísa Salgueiro disse que, apesar de aguardar a confirmação oficial sobre a fonte de contágio que chegará com o resultado das análises às bactérias encontradas naquelas estruturas, entende ser tempo de sossegar as populações que habitam nas freguesias onde se encontram instaladas essas.

O número de pessoas internadas devido ao surto de 'legionella' na região do Grande Porto diminuiu para 17, com a recuperação de três doentes que hoje tiveram alta, confirmou fonte da ARS-Norte.

Desses três doentes recuperados, dois verificaram-se no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, onde continuam internadas 10 pessoas, tendo a outra alta sido registada no Centro Hospitalar Póvoa de Varzim/Vila do Conde, que ainda presta assistência a quatro pacientes.

No Hospital São João, no Porto, mantêm-se três pessoas internadas.

O número de casos de 'legionella' diagnosticados desde o início de surto, a 29 outubro, não sofreu hoje alterações, mantendo-se nos 85, registando-se as mesmas nove mortes devido a complicações associadas à doença.

Na semana passada, o Ministério Público anunciou a abertura de um inquérito para investigar as causas do surto.

A doença do legionário, provocada pela bactéria 'Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

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