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Correio da Manhã

Sociedade
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Metro de Lisboa volta a parar esta sexta-feira devido a greve dos trabalhadores

Esta é a 10ª paralisação desde o início do ano e assenta nos mesmos motivos.
Lusa 26 de Maio de 2022 às 09:43
Metro de Lisboa
Metro de Lisboa FOTO: CMTV
Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa (ML) cumprem na sexta-feira uma nova greve parcial, entre as 5h00 e as 9h00, contra a falta de condições de trabalho na área operacional, devendo a circulação iniciar-se pelas 9h30.

Em comunicado, a transportadora refere que, como se prevê que a circulação fique afetada, "o serviço de transporte terá início, previsivelmente, a partir das 9h30".

De acordo com Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a paralisação, a 10.ª desde o início do ano, assenta nos mesmos motivos das greves parciais realizadas em março, nos dias 14, 22 e 29 de abril e em 04 e 18 de maio.

Em declarações à Lusa, aquando da anterior paralisação, em 18 de maio, a sindicalista explicou que o pré-aviso de greve entregue pelos sindicatos tinha a ver com as condições de trabalho, mas também com "a falta de efetivos e o clima [instalado na empresa] por parte da direção relativamente aos trabalhadores".

Em causa, indicou anteriormente, está uma área da empresa que "representa os trabalhadores maquinistas e os trabalhadores chefia do posto de comando central".

Na prática, segundo a Fectrans, trata-se de uma "situação desregrada quer de horários, quer de falta de trabalhadores e más condições de trabalho", a que se soma "a grande prepotência por parte da direção, que leva a que os trabalhadores estejam a atingir o limite de cansaço".

Em 17 de maio, os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa decidiram, em plenário, entregar um pré-aviso de greve para o mês de junho ao trabalho suplementar e eventos especiais, estando em risco o prolongamento do horário habitual durante os Santos Populares.

Na noite de Santo António, de 12 para 13 de junho, as linhas Verde e Azul do metro têm tido o horário prolongado devido às festas populares, que este ano voltam à rua depois de dois anos sem se realizarem devido à pandemia de covid-19.

Na sexta-feira, dia da greve, os quatro sindicatos representativos dos trabalhadores (Fectrans, Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, STTM - Sindicato dos Trabalhadores da Tracção do Metropolitano de Lisboa, SINDEM - Sindicato Independente de Todos os Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa e STMetro - Sindicato dos Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa) vão ser recebidos pelo ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro.

O Metropolitano de Lisboa opera diariamente com quatro linhas: Amarela (Rato-Odivelas), Verde (Telheiras-Cais do Sodré), Azul (Reboleira-Santa Apolónia) e Vermelha (Aeroporto-São Sebastião).

Normalmente, o metro funciona entre as 6h30 e as 1h00.

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