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Correio da Manhã

Sociedade
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Milhões sofrem de dor de costas

Custos com perda de dias de trabalho rondam os 204 milhões de euros.
André Pereira e Cláudia Machado 23 de Setembro de 2014 às 09:40
Resultados do estudo foram apresentados ontem na Gulbenkian
Resultados do estudo foram apresentados ontem na Gulbenkian FOTO: João Miguel Rodrigues

Mais de metade da população portuguesa adulta tem pelo menos uma doença reumática diagnosticada ou apresenta queixas nesse sentido. Só em dias de trabalho perdidos, estima-se que os custos com este tipo de patologia rondem os 204 milhões de euros. As conclusões, apresentadas ontem em Lisboa, integram o estudo EpiReumaPt, promovido pela Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

Centrado em mais de 10 mil portugueses, o estudo revela que a lombalgia é a doença reumática mais comum, seguida pela patologia periarticular, que engloba, por exemplo, as tendinites, e pela osteoartrose do joelho. Com maior incidência nas mulheres, a doença mais do que duplica o risco de o doente vir a sofrer de depressão, risco que triplica no que diz respeito à ansiedade.


As doenças reumáticas são, de entre as patologias crónicas estudadas, "as que causam pior qualidade de vida e maior diminuição da funcionalidade", referiu ao CM Jaime Branco, investigador principal do projeto. "Estes doentes têm mais internamentos e necessitam de mais cuidados domiciliários do que outros", sublinhou o investigador, que alerta para a tendência de subdiagnóstico. "A maioria não sabe que tem uma doença reumática e atribui a maleita ao envelhecimento. Já temos armas terapêuticas para os doentes passarem bem", acrescentou.

200 milhões gastos a mais

Portugal gasta 200 milhões de euros a mais por ano só no combate às infeções hospitalares e à diabetes. É este o valor que a Fundação Calouste Gulbenkian (FCG) diz ser possível poupar com a aplicação de medidas já no imediato.

A FCG propõe-se reduzir para metade o número das infeções em 10 hospitais, o que permitirá uma poupança anual de 140 milhões de euros. Em relação à diabetes, com menos 50 mil novos casos por ano, será possível poupar 45 milhões de euros. As medidas constam do relatório ‘Um Futuro Para a Saúde’, coordenado por Nigel Crisp, apresentado ontem a Cavaco Silva.

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