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Correio da Manhã

Sociedade
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Ministro da Educação diz que segunda fase da testagem nas escolas é "mais exigente"

Segunda fase obriga à repetição dos testes 15 dias depois, nos concelhos com mais de 120 casos por 100 mil habitantes.
Lusa 16 de Março de 2021 às 14:54
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação
Tiago Brandão Rodrigues
O ministro da Educação admitiu esta terça-feira que a segunda fase da testagem ao SARS-CoV-2 nas escolas é mais exigente, porque obriga à repetição dos testes 15 dias depois, nos concelhos com mais de 120 casos por 100 mil habitantes.

"Quinze dias depois haverá novas testagens (...) nos concelhos com mais de 120 caso por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias", disse Tiago Brandão Rodrigues, que acompanhou o início da segunda fase de testes na Escola Básica/Jardim de Infância Telha Nova, no Barreiro, no âmbito das medidas de controlo da pandemia de covid-19.

"Começamos hoje o novo processo em que existe um varrimento de todo o pessoal docente e não docente, agora os jardins-de-infância e do primeiro ciclo - nas creches também vai acontecer - e depois, quando começarem a entrar os novos níveis de ensino, também se fará esse varrimento", acrescentou.

De acordo com o ministro da Educação, há mais de 50 mil pessoas que vão ser testadas nesta primeira semana da segunda fase de testagem nas escolas públicas do 1º ciclo do ensino básico, a que se devem seguir as creches e as escolas privadas.

 Tiago Brandão Rodrigues lembrou que a testagem nas escolas começou a 20 de janeiro, quando as aulas ainda estavam abertas, a testar docentes, não docentes e alunos do ensino secundário, e que, durante todo o período em que as escolas de acolhimento estiveram a funcionar, foi efetuado um total de 65 mil testes.

"Obviamente que em todo este processo o primeiro varrimento -- e se bem se recordam o que eu disse foi que todos os que iniciam a sua atividade, docentes e não docentes, são testados uma primeira vez e também os alunos do ensino secundário -, no total temos um universo de mais de meio milhão de pessoas a ser testado neste primeiro varrimento", disse.

"É, no fundo, uma ação importante para coadjuvar o esforço das autoridades de saúde pública, naquilo que é um esforço coletivo, também individual, para poder mitigar a propagação do vírus", disse o governante, que também sublinhou a confiança dos encarregados da educação, que aderiram praticamente a 100% a este regresso das crianças às escolas, creches e jardins de infância.

A campanha de testagem nas escolas começou hoje nas creches, pré-escolar e 1.º ciclo e até sexta-feira todos os docentes e não docentes desses níveis de ensino já deverão ter realizado o teste de diagnóstico da covid-19.

O `Programa de Rastreios laboratoriais para o SARS-CoV-2 nas creches e estabelecimentos de educação e ensino, divulgado na semana passada, prevê que o reinício das atividades escolares presenciais implica a realização de um teste rápido de antigénio a docentes e não docentes de todos os níveis de ensino.

Nos primeiros a desconfinar -- creches, pré-escolar e 1.º ciclo -- a testagem dos mais de 50 mil trabalhadores das escolas públicas e estabelecimentos privados deverá estar concluída até sexta-feira, de acordo com o plano estabelecido pela Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE).

Os rastreios decorrem nos próprios estabelecimentos de ensino, mas a DGEstE pede que, sempre que possível, se concentrem apenas na escola sede do agrupamento, onde poderão ser também testados os funcionários das creches mais próximas.

Nos restantes níveis de ensino, os rastreios começam no primeiro dia do regresso, ou seja, de 05 a 09 de abril para o 2.º e 3.º ciclo, e de 19 a 23 no secundário, em que, além dos professores e funcionários, também serão testados os alunos.

  

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