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Moradores do Bairro Alto em Lisboa reiteram pedidos de mais fiscalização e policiamento

"Há comportamentos mais excessivos e até mais violentos do que havia", diz presidente da Associação de Moradores do Bairro Alto.
Lusa 24 de Novembro de 2021 às 11:28
Noite no Bairro Alto
Noite no Bairro Alto FOTO: Vítor Mota
O presidente da Associação de Moradores do Bairro Alto voltou esta quarta-feira a pedir mais fiscalização e policiamento naquela zona de diversão noturna da capital, que foi palco, na terça-feira à noite, de desacatos com adeptos do Borussia Dortmund.

Em declarações à agência Lusa a propósito dos desacatos ocorridos no Bairro Alto com adeptos do Borussia Dortmund, dos quais resultaram sete detidos e ferimentos ligeiros em dois polícias, o presidente da Associação de Moradores do Bairro Alto (AMBA), Luís Paisana, lamentou a situação e voltou a pedir mais fiscalização e policiamento naquela zona de Lisboa.

"Pensamos que a situação se agravou com a pandemia. Há comportamentos mais excessivos e até mais violentos do que havia. Pedimos e defendemos mais policiamento. Sabemos que há falta de recursos e, portanto, fazem o que podem, mas continuamos com o problema de estarem pessoas na rua a beber e com estabelecimentos abertos que não têm as devidas licenças para poder vender, mas continuam a vender", disse.

Luis Paisana destacou que muitos não têm espaço dentro dos estabelecimentos, vendendo diretamente para a rua.

"Continuamos a ter também uma série de pessoas a vender nas ruas com mochilas. Portanto, o álcool vai correndo e nós sabemos que, quanto mais álcool, mais comportamentos excessivos e fora do normal há", disse.

Para o presidente da AMBA, deve existir mais fiscalização sobre os estabelecimentos.

"Tudo isto tinha de ser regulado. Tem de haver mais fiscalização dos estabelecimentos e do consumo, sobretudo deste tipo de estabelecimentos e não daqueles que têm tradição no bairro e estão lá há muitos anos e são conhecidos, mas sim de estabelecimentos mais pequenos, que nem deviam existir, e de venda de álcool que está sempre disponível mesmo depois de os espaços fecharem, o que agrava comportamentos", sublinhou.

Luís Paisana destacou também a necessidade de haver estabelecimentos de diversão noturna dispersos pela cidade.

"O Bairro Alto, tal como o Cais do Sodré, continua a ser dos poucos sítios em que as pessoas vão à noite. Lisboa devia diversificar, ter mais locais noturnos além destes tradicionais. Os espaços estão concentrados no Bairro Alto e no Cais do Sodré, o que faz com que haja mais pessoas nestes locais, logo mais difícil de controlar mesmo com polícia", concluiu.

De acordo com o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis), sete adeptos do Borussia Dortmund foram detidos em Lisboa na terça-feira à noite na sequência de desacatos ocorridos no Bairro Alto, tendo dois polícias sofrido ferimentos ligeiros.

"Os desacatos terão começado às 23h40 na Rua da Atalaia, no Bairro Alto. Cinquenta adeptos do clube alemão Borussia Dortmund começaram a arremessar vários objetos, entre cadeiras, mesas", relatou à Lusa uma fonte do Cometlis.

Na sequência da intervenção da PSP para travar os confrontos, dois polícias sofreram ferimentos ligeiros e sete adeptos foram detidos.

Hoje, o Sporting defronta o Borussia Dortmund num jogo da Liga dos Campeões de futebol.

A mesma fonte adiantou à Lusa que ocorreram também confrontos perto do Pavilhão João Rocha, em Lisboa, após um jogo de andebol entre o Sporting e o AEK Atenas, na terça-feira.

"Trinta pessoas envolveram-se em confrontos após o jogo. Seis adeptos ficaram feridos, sendo que, destes, cinco foram assistidos no local e um foi transportado ao hospital", disse.

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