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Correio da Manhã

Sociedade
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Obras com mais de um ano de atraso deixam portas altas e passeios estreitos na Ajuda

Moradores queixam-se dos passeios estreitos que não facilitam a circulação.
Sandro Bettencourt e Vanessa Fidalgo 5 de Agosto de 2021 às 08:47
Casas com porta a mais de um metro de altura do chão na Calçada da Ajuda, em Lisboa
Joaquim Filipe
Henrique Monteiro
Manuel Antão
Casas com porta a mais de um metro de altura do chão na Calçada da Ajuda, em Lisboa
Joaquim Filipe
Henrique Monteiro
Manuel Antão
Casas com porta a mais de um metro de altura do chão na Calçada da Ajuda, em Lisboa
Joaquim Filipe
Henrique Monteiro
Manuel Antão
As obras na Calçada da Ajuda, em Lisboa, levam mais de um ano de atraso e estão longe de ser consensuais. As casas com a porta de entrada a mais de um metro do chão têm estado no centro das conversas. Joaquim Filipe, morador na freguesia há 75 anos, garante nunca ter visto “nada assim” e queixa-se também dos passeios estreitos. Já Jorge Manuel Marques, presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, lembra que a requalificação é um “motivo de orgulho” e uma “intervenção necessária”.

O troço que sofreu as alterações começou a ser intervencionado em março de 2019 e deveria ter estado cortado ao trânsito durante 14 meses, mas acabou por ficar intransitável até junho deste ano, obrigando ao desvio do trânsito, com percursos alternativos para os transportes públicos. A empreitada só vai estar terminada em novembro, mas a ala poente do Palácio Nacional da Ajuda foi inaugurada em junho com pompa e circunstância numa cerimónia que contou com a presença do Presidente da República e do primeiro-ministro. Até novembro, será também encontrada solução para as casas com a porta a mais de um metro do chão.

depoimentos
“Passagem perigosa”
“Depois das obras estarem finalizadas estranhei logo a altura com que ficaram as portas. O que se passa aqui? Não está correto. Deviam ter acabado a obra como deve ser. Com o estreitamento do passeio a passagem por ali torna-se perigosa, sobretudo para as pessoas de idade."
Joaquim Filipe, 75 anos

“Maus acessos”
“Encontraram algumas peças arqueológicas, o que fez com as obras se atrasassem. Os passeios sempre foram mais ou menos desta largura. Os acessos sempre foram maus; não existiam passadeiras e sinalizações. Não foi esta obra a piorar o que já estava mal.”
Henrique Monteiro, 66 anos

“Câmara tem de resolver”
“Esta obra está a afetar muito a comunidade em termos de mobilidade. As obras não estão bem assim. A câmara tem de resolver. A maior parte das pessoas muda de passeio. O caminho é estreito e a existência de vários postes de iluminação dificulta muito as deslocações.”
Manuel Antão, 73 anos
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