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Obras das linhas Amarela e Rosa da Metro do Porto arrancam já e demoram três anos

Investimento é superior a 400 milhões de euros.
Lusa 16 de Março de 2021 às 15:47
Metro do Porto
Metro do Porto FOTO: Direitos Reservados
As obras das linhas Amarela e Rosa da Metro do Porto começam "já e decorrerão durante três anos", até 2024, foi anunciado pelo presidente da empresa, Tiago Braga, esta terça-feira.

"Abraçaremos esta nova etapa que se irá prolongar até 2024 com a mesma energia e compromisso com que fizemos até ao momento", disse Tiago Braga numa cerimónia que decorreu esta manhã nos Jardim do Palácio de Cristal, no Porto, e na qual participou o primeiro-ministro, António Costa, bem como o ministro do Ambiente e da Ação Climática, Matos Fernandes.

Em causa, as obras de prolongamento da Linha Amarela e a construção da Linha Rosa, o que representa, no total, "um acréscimo de seis quilómetros e sete estações à rede de metro do Porto e um investimento total superior a 400 milhões de euros", frisou Tiago Braga.

O presidente da Metro do Porto também destacou que o financiamento destas empreitadas é assegurado pelo Fundo Ambiental e por fundos do POSEUR - Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos, garantindo que a empresa "não abdicará de um acompanhamento estrito das medidas definidas em sede de declarações de conformidade ambiental, investindo em ferramentas de informação sobre o estado e avanço das obras".

"Por isso, hoje mesmo lançaremos hoje um micro-site sobre as obras. Mesmo nos incómodos que poderão ser causados, seremos rigorosos e expeditos na sua mitigação", referiu.

Segundo Tiago Braga a expansão da Linha Amarela e a construção da Rosa vão evitar, no total, "a emissão anualmente de 4000 toneladas de C02 [dióxido de carbono]", através da "retirada de circulação de mais de 21 000 veículos particulares e cerca de 1000 pesados por dia".

Sobre a Linha Amarela, que atualmente cruza o rio Douro através da ponte D. Luís, partindo do Hospital de São João, no Porto, até Santo Ovídeo, em Vila Nova de Gaia, foi descrito que a expansão para sul acontecerá através de um viaduto sobre a autoestrada.

Depois a linha entrará até num túnel até chegar à futura estação Manuel Leão, em Gaia, local onde, entre outros equipamentos, servirá a Escola EB 2-3 Soares dos Reis e o Centro de Produção da RTP, no Monte da Virgem.

De seguida, a linha volta à superfície até à estação do Hospital Santos Silva, uma das unidades do Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, partindo para a urbanização de Vila D'Este que tem mais de 15 mil residentes.

A estimativa é de que os passageiros que iniciem a viagem a viagem a Sul, ou seja em Vila D'Este, demorem "menos de 10 minutos" a fazer o percurso até à Câmara de Gaia e "menos de 20" até ao Porto.

Quanto à Linha Rosa, que se traduz num novo trajeto no Porto entre a zona de S. Bento/Praça da Liberdade e a Casa da Música, constituindo-se numa via direta da Boavista à baixa do Porto, esta ligar-se-á às linhas Azul, Vermelha, Verde, Violeta e Laranja, na Casa da Música, bem como à Linha Amarela, na Estação de S. Bento.

Com quatro novas estações subterrâneas e um percurso em túnel de quase três quilómetros, esta linha tem o cunho de dois prémios Pritzker [prémios considerados o Nobel da Arquitetura] uma vez que Eduardo Souto de Moura é o responsável pelos projetos das novas estações, sendo que a de São Bento é assinada em parceria com Álvaro Siza Vieira.

A expectativa é de que "a construção da Linha Rosa retire das ruas cerca de 15 000 automóveis", de acordo com informação da Metro do Porto.

Esta manhã foram consignadas as empreitadas das linhas Rosa e o prolongamento da Amarela, isto depois de, a 3 de março, fonte oficial da Metro do Porto ter revelado à agência Lusa que o Tribunal de Contas (TdC) deu luz verde a estas obras.

O visto do TdC foi dado aos contratos assinados, em novembro, entre a Metro do Porto e o consórcio Ferrovial/ACA.

Na presença dos governantes nacionais, bem como dos autarcas de Vila Nova de Gaia e do Porto, esta terça-feira, Tiago Braga considerou que "este é um dos dias mais importantes da curta, mas rica" história da Metro do Porto.

Tiago Braga recordou que foi a 12 de março de 2020 que o Conselho de Ministros aprovou o reforço da dotação orçamental do projeto em 100 milhões de euros, dia em que foram tomadas as primeiras decisões de combate à pandemia Covid-19, incluindo o fecho das escolas a 16 de março do ano passado.

"Mesmo no cenário em que o país se começava a confrontar com a maior crise de saúde pública de que há memória, em que era tão simples adiar uma decisão, o compromisso do Governo foi inequívoco", disse o presidente da Metro do Porto ao agradecer à tutela, aos Municípios, entre outras personalidades e entidades mencionadas.

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