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Correio da Manhã

Sociedade
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Portugueses são quem menos conta participar na conferência do futuro da Europa

Apenas 8% dos inquiridos tencionam participar na Conferência sobre o Futuro da Europa.
Lusa 7 de Maio de 2021 às 17:37
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Reunião FOTO: Getty Images
Os portugueses são os cidadãos da União Europeia que menos tencionam participar na Conferência sobre o Futuro da Europa, com apenas 8% dos inquiridos a manifestar claramente esse propósito, mostra um inquérito esta sexta-feira divulgado pelo Parlamento Europeu.

O 'Eurobarómetro' sobre o futuro da Europa, cujos primeiros resultados haviam sido divulgados em março, tendo esta sexta-feira sido publicado o relatório completo, revela que Portugal é o segundo Estado-membro onde a União Europeia tem uma imagem mais positiva (64% de opiniões favoráveis, valor apenas superado na Irlanda, com 74%, e contra uma média europeia de somente 47%).

Contudo, Portugal é também o país onde os cidadãos menos entusiasmados se revelam com uma eventual participação no fórum de reflexão sobre o futuro da UE que vai ser oficialmente lançado no próximo domingo, em Estrasburgo.

Questionados sobre se desejam participar, enquanto cidadãos, na Conferência sobre o Futuro da Europa, que se prolongará até à primavera de 2022, apenas 8% dos portugueses inquiridos responderam que tencionam fazê-lo e 26% afirmaram que é provável que o façam, enquanto 31% consideraram pouco provável e 33% afastam liminarmente essa hipótese.

Este é o valor mais baixo entre os 27, lado a lado com a Bulgária, enquanto no extremo oposto da lista se encontram os irlandeses, particularmente entusiastas, já que 37% respondem com toda a certeza que participarão e 44% indicam que tal é provável, enquanto só 4% afastam por completo essa possibilidade.

Na média dos 27 Estados-membros, 51% dos inquiridos responderam que gostariam de participar pessoalmente nas atividades da conferência enquanto cidadãos, embora apenas 14% o digam de forma perentória, com 37% a apontaram que "provavelmente" desejarão fazê-lo.

Prevista originalmente para 'arrancar' em maio de 2020 e durar dois anos, a conferência foi adiada não só devido à pandemia da covid-19, mas também a diferenças em torno do modelo de governação deste fórum, tendo as instituições europeias chegado a um entendimento apenas já este ano, sob a presidência portuguesa do Conselho da UE.

A Conferência sobre o Futuro da Europa é presidida pelo primeiro-ministro, António Costa, porque exerce até 30 de junho a presidência rotativa do Conselho da UE, pelo presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, e pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que no domingo estarão em Estrasburgo, para a cerimónia oficial de lançamento.

Os cidadãos, no entanto, já podem participar na conferência desde 19 de abril passado, data em que foi lançada a plataforma digital multilingue criada para permitir que os cidadãos de toda a Europa possam contribuir com ideias e eventos.

O inquérito sobre o futuro da Europa, encomendado pela Comissão Europeia e pelo Parlamento Europeu, foi realizado no terreno entre 22 de outubro e 20 de novembro de 2020 nos 27 Estados-membros.

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