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Correio da Manhã

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Pressão sobre serviços de saúde em Portugal baixa para menos de metade no desconfinamento

País tem menos de metade do número de pessoas internadas e em cuidados intensivos por Covid-19 do que em 1 de agosto.
Lusa 22 de Setembro de 2021 às 19:22
Coronavírus
Coronavírus FOTO: Direitos Reservados
Portugal continental tem esta quarta-feira menos de metade do número de pessoas internadas e em cuidados intensivos por covid-19 do que em 01 de agosto, quando se iniciou o plano de desconfinamento, que deverá entrar na terceira e última fase.

Segundo os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), em 01 de agosto, estavam internados em enfermaria 923 doentes devido à infeção pelo vírus SARS-CoV-2 e 200 necessitavam de cuidados intensivos.

Os números de esta quarta-feira indicam que estão internadas 426 pessoas, o que representa uma redução de 53%, e que 78 estão em unidades de cuidados intensivos, uma diminuição de 61%.

Estes 78 doentes que estão em cuidados intensivos representam cerca de 30% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas nestas unidades de medicina intensiva.

Acompanhando o ritmo de vacinação contra a covid-19, o plano de alívio de restrições entrou em vigor a 01 de agosto, ao que se seguiu a segunda fase a 23 do mesmo mês, estando prevista a última e terceira etapa para quando 85% da população estiver totalmente vacinada, uma meta que pode ser atingida já nos próximos dias.

Desde o início deste desconfinamento, o número de pessoas que completaram a vacinação passou de 5,8 milhões para mais de 8,5 milhões, uma evolução de 57% para 83%, que os especialistas consideram ter sido decisiva para a redução que se verifica na pressão sobre os serviços de saúde.

Desde 01 de agosto, registaram-se um total de 564 óbitos, uma média de 10,6 mortes por dia, com as autoridades de saúde a avançarem que a mortalidade específica por covid-19 tem sido inferior ao limiar de 20 óbitos a 14 dias, por um milhão de habitantes, definido pelo Centro Europeu de Controlo de Doenças.

A evolução da pandemia também se tem feito sentir na tendência decrescente do número de novos casos, tendo-se registado, entre 01 de agosto e hoje, um total de 93.054 novas infeções, com Portugal a ultrapassar, em 13 de setembro, um milhão de recuperados desde o início da pandemia.

Esta redução gradual do número de infeções diárias é traduzida na taxa de incidência de novos casos por 100 mil habitantes e no índice de transmissibilidade do vírus (Rt), os dois indicadores que compõem a matriz de risco da evolução da covid-19 no país.

Se em 01 de agosto, a incidência de novas infeções estava nos 439,3 e o Rt registava um valor muito próximo do limiar de 1, os dados desta quarta-feira indicam que estes indicadores baixaram para 140,1 e 0,81 no território continental.

A tendência decrescente da incidência e do Rt faz com que Portugal seja o décimo país da União Europeia com menos novos casos diários (90) de infeção por SARS-CoV-2 por milhão de habitantes na última semana, segundo o 'site' estatístico Our World in Data.

O plano de desconfinamento entrou em vigor com a variante Delta, associada à Índia e considerada mais transmissível, a ser quase a única em circulação no país, passando a ser a responsável por 100% das infeções registadas em todas as regiões nas últimas semanas.

A análise dos diferentes indicadores aponta que Portugal continental poderá avançar para a terceira e última fase de alívio das restrições com uma situação pandémica ainda de moderada intensidade, mas com tendência decrescente no número de infeções, na pressão sobre os serviços de saúde e na mortalidade associada à covid-19.

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