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Correio da Manhã

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Quarenta por cento dos alunos estão em casa em Mira de Aire e Câmara pede fecho das escolas

Autarca revela que há vários estudantes e funcionários em isolamento.
Lusa 20 de Janeiro de 2021 às 11:44
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Professor FOTO: Getty Images
O presidente da Câmara de Porto de Mós, Jorge Vala, pediu esta quarta-feira o fecho das escolas na freguesia de Mira de Aire, onde 40% dos alunos estão em casa na sequência da pandemia de covid-19.

"Cerca de 40% dos alunos já estão em casa. São 165 alunos e mais 19 professores e oito funcionários que estão em casa, seja por estarem positivos ou por obrigatoriedade de isolamento profilático", disse Jorge Vala.

Em Mira de Aire, um total de 428 alunos frequenta duas escolas do 1.º ciclo com pré-escolar e a escola básica 2,3 com secundário, adiantou.

"Na comunidade escolar há pelo menos 25 casos positivos de covid-19", referiu o presidente deste município do distrito de Leiria, salientando que a freguesia "continua a ter diariamente novos casos", além de ter registado um surto num lar, agora praticamente ultrapassado, que infetou quase todos os utentes e alguns dos funcionários.

Na semana passada, o município pediu à Administração Regional de Saúde do Centro, Unidade de Saúde Pública do Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral e Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares "o confinamento de toda a comunidade escolar de Mira de Aire, professores, alunos e pessoal não docente", perante "o aumento exponencial de casos e da necessidade de muitas pessoas terem de ficar em isolamento".

"Uma semana depois já se devia ter tomado medidas mais duras. Precisamos de decisões, porque não podemos continuar a encolher os ombros", defendeu, destacando que a "população está preocupada" e "alguns alunos não vão à escola porque os pais não deixam, por receio".

Jorge Vala disse ter conhecimento de que a comunidade escolar de Mira de Aire vai ser testada por iniciativa da tutela, sublinhando que o município já tinha disponibilizado há duas semanas testes, "mas a Autoridade de Saúde não tem recursos humanos para o fazer".

O presidente da autarquia acrescentou que a partir do momento em que o concelho deixou de ter delegado de saúde, no final de outubro de 2020, "deixou de ter chão, quase", realçando a importância do "acompanhamento permanente e diário" com a câmara e no trabalho com pessoas infetadas com covid-19 e dos seus contactos.

"A falta de delegado de saúde não é desculpa para os casos que temos, mas em relação ao relacionamento entre Autoridade de Saúde e município faz muita falta", considerou.

Segundo o último boletim da Comissão Distrital de Proteção Civil de Leiria, divulgado às 00:04 de hoje, Porto de Mós regista desde o início da pandemia, em março de 2020, 699 casos do novo coronavírus, mantendo-se 142 ativos.

No mesmo período, 542 pessoas recuperaram da doença, havendo ainda 15 óbitos.

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